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Dinamarqueses são os que mais participam de tarefas domésticas, diz pesquisa da OCDE

Nesta quinta-feira (8), Dia Internacional da Mulher, as dinamarquesas têm mais a comemorar do que as mexicanas, indianas e portuguesas na luta pela igualdade no ambiente doméstico. Um estudo da OCDE (Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Econômico) mostra que os dinamarqueses são os homens que mais participam da execução de tarefas domésticas.

Margareth Marmori, correspondente da RFI em Copenhague

A organização mediu a quantidade de horas que homens e mulheres gastam em tarefas domésticas não remuneradas, como limpeza, cuidados dos filhos, preparo de refeições e compras. Na pesquisa, que englobou 31 países, a Dinamarca aparece como aquele onde a divisão de tarefas domésticas é a mais equilibrada entre os sexos. Os dinamarqueses dedicam três horas e seis minutos por dia a essas atividades, enquanto as dinamarquesas gastam quatro horas e três minutos.

No outro extremo está o México, onde os homens gastam somente 2 horas e 17 minutos diárias com essas tarefas, o que é cerca de apenas um terço do tempo usado pelas mexicanas. Na Europa, os portugueses são os piores na participação dos afazeres domésticos. Eles gastam pouco mais de uma hora e meia por dia nesse tipo de trabalho, o que é quase quatro vezes menos tempo do que as portuguesas. Na Índia, a diferença é ainda maior: os homens gastam apenas 52 minutos por dia nas tarefas domésticas, enquanto as indianas gastam cinco horas a mais do que isso.

O Brasil não aparece na lista, mas um estudo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostra que no país também há desequilíbrio na divisão das tarefas domésticas. Segundo dados de 2016, as brasileiras gastam em média quase 21 horas por semana nesses afazeres, quase o dobro do tempo usado pelos homens.

Países escandinavos são modelo de igualdade

Os dinamarqueses lideram na divisão do trabalho doméstico, mas em outras áreas eles ainda não se igualam aos homens dos outros países escandinavos. Muitos dinamarqueses, por exemplo, preferem não tirar licença maternidade para se afastar do trabalho, que é um direito muito mais popular entre os suecos, noruegueses e finlandeses.

As longas licenças maternidade tiradas pelas dinamarquesas são frequentemente vistas como um dos motivos pelos quais elas ainda recebem salários mais baixos do que os homens. Muitas mulheres dinamarquesas tiram licença maternidade de quase um ano e isso as colocaria em desvantagem na luta por melhores salários e posições.

Segundo dados do órgão oficial Estatísticas da Dinamarca, em 2016, os salários das dinamarquesas ainda eram, em média, 13,2% mais baixos do que os dos dinamarqueses. Muitos analistas acreditam que essa diferença ocorre porque as mulheres são maioria em áreas profissionais que historicamente têm remuneração menor, como é o caso das enfermeiras, pedagogas e assistentes sociais e de saúde.

Mesmas carreiras e diferenças salariais

Os homens ainda ganham mais mesmo quando exercem exatamente a mesma função que suas colegas de trabalho. Segundo estatísticas oficiais, homens que trabalhavam no setor de lanchonetes por exemplo, recebiam 18% a mais do que suas colegas de trabalho em 2015.

A igualdade de salários é um dos grandes temas dos debates que estarão acontecendo hoje aqui na Dinamarca. Há até uma campanha organizada por 38 sindicatos e intitulada "Divulgue o seu salário" que foi criada para combater o hábito dos dinamarqueses de não revelarem o valor de seus salários.

De acordo com os organizadores da campanha, esse hábito é um obstáculo à equiparação dos salários de mulheres e homens. Sindicatos e movimentos feministas defendem transparência e pedem aos homens e às mulheres que digam abertamente o quanto recebem para ajudar a desmascarar a discriminação no mercado de trabalho.

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