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Diplomatas do G7 se reúnem no Canadá para endurecer diálogo com Moscou e sondar EUA

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Os diplomatas do G7 já tinham expressado seu apoio ao Reino Unido em meados de abril, após o envenenamento de um ex-agente russo em solo britânico. .

Os ministros das Relações Exteriores do G7 iniciam uma reunião de dois dias em Toronto, no Canadá, para estabelecer uma frente unida contra a Rússia e sondar os Estados Unidos antes das reuniões cruciais sobre o Irã e a Coreia do Norte.


Antes da cúpula dos sete países mais industrializados (EUA, França, Alemanha, Reino Unido, Itália, Japão e Canadá), que acontece em 8 e 9 de junho, em Quebec, este encontro, na segunda (23) e terça-feira (24), será seguido de uma reunião de ministros do Interior e Segurança, sempre sobre o mesmo tema: "Construindo um mundo mais pacífico e seguro".

Os diplomatas do G7 já tinham expressado seu apoio ao Reino Unido em meados de abril, após o envenenamento de um ex-agente russo em solo britânico. Em Toronto, o confronto do Ocidente com Moscou, que atingiu níveis inéditos desde o fim da Guerra Fria, é a agenda de muitas sessões de trabalho.

As reuniões deverão abordar o conflito na Ucrânia e o "fortalecimento da democracia contra a interferência estrangeira "- uma clara alusão ao papel de Vladimir Putin nas recentes eleições nos Estados Unidos ou em outros lugares da Europa.

Pouco mais de uma semana após os ataques realizados por Washington, Paris e Londres contra o regime sírio, em resposta a um suposto ataque químico perto de Damasco, a Síria também está sob os holofotes do encontro, tendo, como base, a relação com os russos.

Os ocidentais tentam combinar as advertências contra o Kremlin por apoiar Bashar al-Assad e tentativas de reviver um processo diplomático após sete anos de conflito, o que necessariamente deve passar por um diálogo com Moscou.

Planos de Trump preocupam

Mas a estratégia dos EUA também preocupa seus aliados, desde que Donald Trump anunciou sua intenção de retirar as tropas norte-americanas da Síria o mais rápido possível.

Os ministros do G7 não discutirão durante esta reunião possíveis novas sanções contra a Rússia porque os membros da União Europeia - França, Alemanha e
Grã-Bretanha - não podem tomar uma decisão sobre isso sem o endosso de seus parceiros, disseram dois diplomatas familiarizados com os intercâmbios.

Por outro lado, eles discutirão os últimos desenvolvimentos do acordo nuclear do Irã, que o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaça questionar. "Nosso objetivo é criar as condições para que o Acordo Nuclear de Viena (Irã) seja mantido e que os Estados Unidos continuam comprometidos com ele", disse o chefe da diplomacia alemã, Heiko Maas.