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Chanceler dos EUA pede paz no Oriente Médio, mas não encontra palestinos

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O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Mike Pompeo (e), junto com o chanceler jordaniano, Ayman Safadi. REUTERS/Muhammad Hamed/Pool

O novo chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Mike Pompeo, concluiu nesta segunda-feira (30) uma viagem de três dias pelo Oriente Médio. O representante de Washington pediu que todos os envolvidos participem das discussões de paz na região, mas não se encontrou com nenhum líder palestino durante a viagem.


Com informações de Jérome Boruszewski, correspondente da RFI em Amã

O ex-diretor da CIA foi bem recebido em Riad, Tel Aviv e Amã, onde reafirmou o apoio dos Estados Unidos na luta contra o terrorismo e pediu uma solução política para o conflito sírio. Mas na última etapa da viagem, Pompeo falou principalmente da crise israelo-palestina.

“Nós apoiamos a solução de dois Estados se as partes envolvidas a desejam. As fronteiras específicas de soberania israelense em Jerusalém continuam sujeitas a negociações entre as partes”, declarou o chanceler, durante o encontro com o chefe da diplomacia jordaniano, Aymane Safadi.

O presidente norte-americano, Donald Trump, contrariou os palestinos ao anunciar em dezembro o reconhecimento, por Washington, de Jerusalém como capital de Israel e a transferência da embaixada americana a Jerusalém. Mas o chefe da Casa Branca “disse que os Estados Unidos não tomavam nenhuma posição sobre as fronteiras com Jerusalém”, ponderou o secretário de Estado norte-americano.

Pompeio também pediu que os palestinos voltem à mesa de negociações, apesar de não ter se reunido com nenhum de seus líderes durante a visita à região.

“Israelenses têm o direito de se defender”

Desde 30 de março, 45 palestinos morreram vítimas de ações de Israel. Outros 1500 ficaram feridos, muitos a tiros, o que provocou críticas sobre o uso excessivo da força por parte dos israelenses perto da fronteira com a Faixa de Gaza.

Mas Pompeo, que se reuniu no domingo (29) com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, não criticou o anfitrião. "Pensamos que os israelenses têm o direito à defesa e estamos totalmente de acordo com isto", declarou o representante de Washington.