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Rússia Oposição Alexei Navalny

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Opositor russo Navalny é libertado e será julgado

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Polícia russa prende o opositor Alexei Navalny durante um protesto não-autorizado ocorrido em 5 de maio de 2018, em Moscou. Kirill KUDRYAVTSEV / AFP

O principal opositor do Kremlin, Alexei Navalny, preso no sábado durante uma manifestação contra o presidente Vladimir Putin, foi libertado neste domingo (6) e será julgado na próxima semana, informou sua advogada.


Navalny e cerca de 1.600 opositores foram detidos no sábado (5) durante manifestações anti-Putin não autorizadas em toda a Rússia.

Estas manifestações, realizadas sob o lema "Não é o nosso czar", ocorreram dois dias antes da posse do homem forte do Kremlin para um quarto mandato presidencial.

Navalny não conseguiu concorrer na eleição presidencial de 18 de março, vencida por Putin com mais de 76% dos votos, por causa de uma condenação judicial que ele denuncia como perseguição política pelo Kremlin.

O opositor, que foi preso no centro de Moscou, anunciou no Twitter que foi libertado na madrugada deste domingo, pouco depois da meia-noite.

"Parece que a ordem é não me ter na prisão antes da posse" de Putin, escreveu Navalny no Twitter.

Segundo ele, foi acusado de organizar uma manifestação não autorizada e resistência à polícia.

Sua advogada Veronika Poliakova informou que um tribunal de Moscou examinará seu caso na próxima sexta-feira.

Este ano Alexei Navalny já foi preso, processado e libertado por organizar manifestações não autorizadas.

Quarto mandato

O presidente russo, Vladimir Putin, inicia seu quarto mandato presidencial na segunda-feira (7), pelo qual permanecerá no comando da Rússia até 2024, depois de ter liderado o país por 18 anos, seja na presidência ou como chefe de Governo.

Putin foi reeleito em março com 76,7% dos votos para um novo mandato, seu melhor resultado eleitoral desde que chegou ao poder. O presidente devolveu à Rússia um status internacional ao preço de crescentes tensões com os países ocidentais.

A oposição e ONGs russas denunciaram milhares de irregularidades na eleição, como o preenchimento de urnas e o transporte de eleitores em ônibus.