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Cúpula entre Trump e Kim Jong-un em Cingapura é confirmada pela Casa Branca

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e seu homólogo norte-coreano, Kim Jong-Un, em abril de 2018. REUTERS/Kevin Lamarque and Korea Summit Press Pool/File Photos

A primeira reunião entre o presidente norte-americano, Donald Trump, e o dirigente norte-coreano, Kim Jong-un, será realizada na terça-feira, dia 12 de junho, às 9h da manhã, hora local de Cingapura, anunciou a Casa Branca nesta segunda-feira (4).  


"Nós nos preparamos ativamente" para a cúpula, assinalou Sarah Sanders, porta-voz de Trump, afirmando que foram obtidos avanços significativos nas conversações com Pyongyang, a oito dias desse inusitado tête-a-tête entre um presidente norte-americano em exercício e o homem forte do regime norte-coreano. "A primeira reunião foi marcada para 12 de junho às 9h locais, o que corresponde a 11 de junho, às 21h de Washington", disse ela.

Questionada sobre um possível afrouxamento da posição dos EUA em relação a Pyongyang após a recente recusa de Donald Trump em usar o termo "pressão máxima", usada várias vezes em relação à Coreia do Norte, Sanders assegurou que não houve mudanças nesse sentido.

"Nossa política não mudou, não diminuiremos a pressão enquanto não houver desnuclearização", disse ela, sem tomar a expressão em questão.

"Desnuclearização completa"

Washington pede desnuclearização "completa, verificável e irreversível" da Coreia do Norte e o governo norte-americano fornecerá garantias para a "segurança" do regime norte-coreano, que sempre considerou seu arsenal como uma espécie de seguro de vida.

De sua parte, Kim Jong-un disse que deseja "avançar para uma desnuclearização da península coreana", mas por meio de um processo "passo a passo". O regime declarou publicamente que recusa o desarmamento "unilateral".

Em uma nova demonstração do espetacular diálogo recente entre Washington e Pyongyang, inimaginável há alguns meses, o presidente dos Estados Unidos se reuniu na sexta-feira (1°) no Salão Oval da Casa Branca com o general Kim Yong Chol, que trazia uma carta pessoal do líder norte-coreano, de quem é o braço direito.

Há apenas um precedente histórico para esta entrevista: a visita do vice-marechal Jo Myong Rok à Casa Branca, depois o número dois na Coreia do Norte ser recebido pelo presidente Bill Clinton em 2000. Também se falou de uma cúpula entre os dois países, mas as negociações sobre o programa nuclear norte-coreano foram então interrompidas.