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Rússia Repressão Copa de 2018 Vladimir Putin

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Às vésperas da Copa, protestos alertam para situação dos direitos humanos na Rússia

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Centenas de pessoas manifestaram em Moscou para pedir a liberdade do cineasta Oleg Sentsov e de outros presos políticos na Rússia © Daniel Vallot / RFI

Várias ONGs aproveitam a início da Copa do Mundo na Rússia, na próxima quinta-feira (14), para chamar a atenção sobre a situação dos direitos humanos no país que acolhe o evento esportivo. Neste fim de semana, um protesto alertou para o caso dos presos políticos, entre eles o diretor ucraniano Oleg Sentsov, em greve de fome há quase um mês.


Daniel Vallot, correspondente da RFI em Moscou

Quatro dias antes da abertura da Copa do Mundo, centenas de manifestantes saíram às ruas em Moscou em protesto contra a prisão de Oleg Sentsov. O cineasta, que se opunha a anexação da Crimeia, foi condenado a 20 anos de prisão, acusado de “terrorismo” e “tráfico de armas”. Detido em uma penitenciária no norte da Rússia, ele está em greve de fome desde 14 de maio.

Uma grande bandeira com a foto em preto e branco do ucraniano foi exposta nas ruas da capital neste domingo (10). “Estamos aqui para ajudar Oleg Sentsov e dar nosso apoio. Queremos mostrar ao mundo que não é possível continuarmos tendo presos políticos em pleno século 21”, disse uma das manifestantes.

Para o ex-deputado da oposição Dmitri Goudkov, a Copa do Mundo é um momento ideal para chamar a atenção da comunidade internacional e pressionar Vladimir Putin e as autoridades russas. “Sentsov começou sua greve de fome há 28 dias. Se ele morrer, o que é possível, isso poderá representar um grande problema para o governo e para o Mundial. Então espero que a competição terá um impacto nessa situação e que nossos dirigentes libertem os prisioneiros políticos ou, pelo menos, os troquem com russos detidos na Ucrânia”, declarou.

A troca de detentos é um assunto que vem sendo cogitado há dias entre Kiev e Moscou. Após ter descartado essa hipótese na semana passada, Putin deu a entender que as discussões haviam sido retomadas com as autoridades ucranianas.