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Espanha Aquarius Imigração crise humanitária

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Imigrantes resgatados pelo navio Aquarius chegam à Espanha

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Os primeiros imigrantes desembarcaram do navio italiano Dattilo, neste domingo de manhã REUTERS/Heino Kalis

Os 630 imigrantes socorridos pelo navio Aquarius na costa líbia, mantido pela ONG SOS Mediterrâneo e Médicos Sem Fronteiras, começaram a chegar neste domingo (16) pela manhã ao porto de Valência, no leste da Espanha. O governo italiano se recusou a receber o barco na semana passada, provocando uma grande polêmica na Europa.


O navio italiano Datillo, que transporta 274 dos imigrantes, entrou no porto espanhol pouco antes das 4h30 e foi aplaudido. Na chegada, equipes médicas com máscaras de proteção e luvas entraram na embarcação para examinar os estrangeiros, de acordo com imagens divulgadas pela polícia. O restante deles chegou por volta das 10h, de acordo com as previsões das autoridades regionais a bordo do Aquarius e do navio italiano Orione.

No porto de Valência, os imigrantes foram recebidos com cartazes de boas–vindas em diferentes línguas. No total, o dispositivo colocado à disposição dos estrangeiros mobiliza 2.320 pessoas, entre voluntários e tradutores. A população, sensibilizada pelo drama, propôs diferentes serviços para ajudar os recém-chegados, explicou um representante da Cruz Vermelha, oferecendo até mesmo suas casas para abrigá-los.

A chegada à Espanha marca o fim de uma viagem de cerca de 1.500 quilômetros para os 450 homens, 80 mulheres, 89 adolescentes e 11 crianças de menos de 13 anos. Mais de 600 jornalistas acompanham a chegada, mas o governo espanhol, em respeito os imigrantes, decidiu não enviar nenhum representante.

Resposta comum da União Europeia

A Espanha se propôs a receber os estrangeiros depois da recusa da Itália e da Malta em abrir seus portos. Um gesto humanitário, mas também político do governo socialista de Pedro Sanchez, que defende uma resposta comum da União Europeia à crise migratória.

Depois de muita polêmica, alguns dos imigrantes com direito a asilo político devem ser recebidos pela França, anunciou o governo espanhol neste sábado (16).

Na semana passada, o presidente francês, Emmanuel Macron, denunciou “a parte de cinismo e de irresponsabilidade do governo italiano”, que declarou que não “receberia lições hipócritas de países que preferem fazer “vista grossa” nas questões relacionadas à imigração.