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Após cúpula entre Trump e Kim Jong Un, Japão suspende treinamento antinuclear

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O almirante Philip S. Davidson (à esquerda), comandante do Comando Indo-Pacífico dos EUA, aperta a mão do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, no escritório de Abe em Tóquio, Japão, em 21 de junho de 2018. Kazuhiro Nogi/Pool via Reuters

O Japão decidiu pôr fim aos exercícios programados de evacuação da população civil, em caso de ataque nuclear de mísseis norte-coreanos, após o encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong Un, segundo informações da imprensa japonesa nesta quinta-feira (21).


O governo japonês não confirmou imediatamente a informação, mas autoridades locais disseram que suspenderam um treinamento programado para a próxima semana, por ordem de Tóquio. A decisão foi tomada após a cúpula entre os EUA e a Coreia do Norte, em 12 de junho, na qual os dois líderes assinaram um acordo pedindo a desnuclearização da península coreana.

A cidade de Yaita, em Tochigi, ao norte de Tóquio, havia planejado um treinamento de evacuação na próxima semana com a participação de 800 japoneses, incluindo 350 crianças em idade escolar, segundo um vereador da cidade. Mas a cidade cancelou repentinamente todos os preparativos para o projeto depois de ser informada pelo governo central de que "todo treinamento de evacuação deveria ser adiado no momento, por causa de uma mudança na situação após a cúpula Estados Unidos-Coreia do Norte”, disse o parlamentar.

O governo japonês deverá anunciar na sexta-feira (22) a política de mudanças sobre exercícios de evacuação relacionados a ameaças norte-coreanas.

Histórico de ameaças ao Japão

No ano passado, Pyongyang disparou dois mísseis que sobrevoaram o país e vários outros caíram no mar do Japão. Este ano, durante o primeiro exercício desse tipo na capital japonesa, centenas de moradores de Tóquio buscaram refúgio, de acordo com as normas do treinamento.

A Coreia do Norte tem atacado regularmente o Japão, que colonizou a península coreana de 1910 até a rendição final do Japão no final da Segunda Guerra Mundial, em 1945, onde atuou como um importante aliado dos EUA. Na época, Pyongyang ameaçou "afundar" o arquipélago japonês ou reduzi-lo a "cinzas".

A diplomacia prevaleceu, no entanto, durante os Jogos Olímpicos de Inverno na Coreia do Sul, com uma série de iniciativas que culminaram na reunião Trump-Kim.