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Nostalgia soviética é objeto de estudo de historiador brasileiro em Moscou

Traços da ex-União Soviética ainda estão presentes na Rússia contemporânea, e é exatamente por isso que o historiador brasileiro Rodrigo Ianhez está no país. Há oito anos, ele decidiu se mudar para a capital russa para ver de perto a realidade da nação que se transformou em o seu objeto de estudo preferido. De lá para cá, tornou-se tradutor e guia turístico. E uma das suas tarefas é tentar mostrar justamente o que está além da foice o martelo, que ainda se vê por toda a parte na capital e fora dela.

Vivian Oswald, correspondente da RFI em Moscou

Desde que veio morar na Rússia, Rodrigo precisou aprender a conviver com uma mentalidade soviética que permeia a sociedade até hoje. Isso se reflete até mesmo no idioma. Os russos são diretos, usam o imperativo quando querem algo. Foi assim que os professores russos ensinaram a Rodrigo que tinha de ser.

O brasileiro confessa que também aprendeu a sorrir menos, outro traço da cultura remanescente daquela época, que elimina da vida cotidiana tudo o que é supérfluo ou artificial.

Elementos soviéticos fazem parte do cotidiano dos russos

Especialista na Era Stalinista, sobretudo na década de 1930, ele afirma que boa parte da Moscou que se conhece hoje, com seus monumentos grandiosos, é herança do processo de reurbanização da cidade iniciado pelo ditador Josef Stalin. O metrô de Moscou, talvez o mais bonito do mundo, é um exemplo disso. Foi a era de um grande entusiasmo que sucedeu as turbulências da década de 1920, o fim da guerra civil.

Os elementos do passado soviético fazem parte do dia a dia dos russos, não resta dúvida. Mas eles têm se tornado cada vez mais presentes, segundo Rodrigo. Existe uma espécie de nostalgia no ar. Bares e restaurantes badalados abusam das referências e símbolos comunistas.

Putin enaltece Stalin

Mas não se trata apenas de a União Soviética estar na moda. Existe uma iniciativa deliberada do Estado de enaltecer seletivamente eventos e figuras da história. O presidente Vladimir Putin, segundo ele, usa elementos de glória do período soviético para montar a concepção da nova Rússia. Um deles é o próprio Stalin e a vitória da Segunda Guerra Mundial. O dia 9 de maio tornou-se para os russos o feriado mais importante do ano.

Rodrigo visita e revisita os mais relevantes símbolos da União Soviética com frequência. Esse é um dos principais pedidos dos seus clientes. Mas prefere quando seus turistas vêm com pedidos mais específicos, que o obrigam a estudar. Foi assim com a brasileira que pediu um passeio só sobre o teatro soviético.

Apaixonado pela Rússia desde os 12 anos

Rodrigo veio parar em Moscou pela primeira vez em 2008, depois de tomar bomba no vestibular de direito no Brasil. A mãe disse que deveria escolher um país para que pudesse estudar fora por um tempo. Não deu outra. Preferiu a Rússia pela qual havia se apaixonado aos 12 anos, depois de ler "Os 10 dias que abalaram o mundo", de John Reed.

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