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Hamas Israel Faixa de Gaza Cessar-Fogo

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Cessar-fogo na Faixa de Gaza evita nova escalada da violência na região

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O Cessar-fogo acontece após intensos bombardeios israelenses contra a Faixa de Gaza, nesta sexta-feira 20 de julho de 2018. REUTERS/Ibraheem Abu Mustafa

O cessar-fogo entre Israel e o Hamas é respeitado neste sábado (21) na Faixa de Gaza e evita uma nova escalada da violência na região. A trégua, a segunda em uma semana, foi anunciada pelo movimento radical palestino mas ainda não foi confirmada pelo governo israelense.


O cessar-fogo acontece após intensos bombardeios israelense que deixaram nesta sexta-feira (20) quatro palestinos mortos e cerca de 120 feridos.

O ataque foi em represália ao assassinato a tiros de um soldado israelense na fronteira com a Faixa de Gaza. Este é o primeiro militar do país morto nas proximidades do território palestino desde a guerra entre Israel e o Hamas, em 2014. Esta também é a primeira vez que os palestinos atiram contra o exército israelense desde o lançamento da “Grande Marcha do Retorno” em março, lembra a correspondente da RFI em Ramallah, Marine Vlahovic.

Israel suspende atividades militares

A trégua foi anunciada em um comunicado pelo porta-voz do movimento radical que controla o território palestino. O texto diz que o acordo foi possível graças a mediação do Egito e da ONU.

Israel não confirmou o cessar-fogo, mas um porta-voz do exército indicou que não há nenhuma atividade militar na região na manhã deste sábado. Os israelenses que vivem nas proximidades da Faixa de Gaza puderam retomar sua vida normal.

Na semana passada, depois de uma importante onda de confrontos entre Israel e o Hamas, o movimento palestino já havia anunciado um cessar-fogo, concluído com mediação egípcia. Na época, Israel também se recusou a confirmar o acordo, apesar de ter suspendido seus ataques.

Segundo a rádio pública israelense, o governo adota essa estratégia para não dar a impressão de que negocia com o Hamas, uma organização considerada terrorista.

O cessar-fogo evita uma nova guerra, que seria devastadora, tanto para a Faixa de Gaza quanto para o Hamas. Mas a calma e o fim da violência continuam precários.