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Incêndio Calor Onda de frio

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Onda de calor provoca mortes e incêndios no hemisfério norte

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Clima seco, calor e ausência de chuva causam dezenas de incêndios na Suécia. Na foto incêndio próximo da cidade de Ljusdal, em Karbole. Mats Andersson/TT News Agency via REUTERS

Um verão que se estende, com poucas chuvas. Da Suécia ao Japão, passando pelo norte da África, os termômetros batem recordes de temperatura, provocando mortes, incêndios e ameaçando safras.


Em terras onde o frio parece eterno, como na Lapônia, terra de Papai Noel, as florestas estão em chamas. O fogo também vem da fronteira russa. Outro país da fria Escandinávia, a Noruega, registrou o mês de maio mais quente de toda a sua história e uma média bem acima das temperaturas de verão, muitas vezes ultrapassando 30°C.

Na Suécia, praticamente não chove há três meses. Criadores estão abatendo parte dos animais por falta de feno e capim. O fogo devora suas florestas e o governo chegou a pedir ajuda aos vizinhos europeus para deter os incêndios.

As pessoas tomam banho durante a onda de calor em Estocolmo, Suécia, 16 de junho de 2018. Agency/Hossein Salmanzadeh via REUTERS

Ao longo do Báltico, as altas temperaturas trazem prejuízos não só para florestas e pastagens, mas também esvaziam os lençóis freáticos e fazem baixar o nível dos grandes lagos.

O calor se alastra por todo continente europeu. Os incêndios nas florestas da Saxônia-Anhalt, região central da Alemanha, são os piores dos últimos 18 anos e já consumiu 80 hectares. No Mediterrâneo, o governo ordenou uma primeira retirada dos habitantes a oeste de Atenas por causa do fogo em uma floresta ao longo da rodovia que leva ao Peloponeso.  

Calor ameaça beterraba

Os agricultores da Polônia, Letônia, Lituânia e muitos outros países europeus alertam para as consequências desastrosas que o calor vai trazer para as safras. Um dos cultivos ameaçados é a da beterraba, importante fonte de açúcar.

O jornal britânico The Guardian cita ainda as temperaturas escaldantes de Taiwan, 40,3°C, na semana passada, e na parte argelina do deserto do Sahara, com 51,3°C no início do mês. Na costa de Omã, os termômetros registraram 42,6°C durante a noite.

Calor esturrica o gramado verde do Hyde Park em Londres, Grã-Bretanha. 20/07/18. REUTERS/Toby Melville

Em Londres, o gramado geralmente verde do Hyde Park, no coração da capital inglesa, está esturricado. Os hospitais recebem muitos pacientes desidratados, principalmente idosos.

No Japão, várias cidades estão com temperaturas entre 35°C e 40°C à sombra e umidade relativa do ar de mais de 80%, uma combinação perigosa que já matou pelo menos 15 pessoas no arquipélago nas duas primeiras semanas de julho. Segundo números oficiais de domingo (22), mais de 12 mil pessoas foram hospitalizadas.

Termometro mede 41,0 graus Celsius em Kumagaya, ao norte de Tóquio, Japão, nesta foto tirada por Kyodo em 23 de julho de 2018. Mandatory credit Kyodo/via REUTERS

As temperaturas, que vêm batendo recordes, aumentam as preocupações sobre os Jogos Olímpicos de 2020, que acontece em Tóquio em pleno verão, de 24 de julho a 9 de agosto.

(com informações da AFP)