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Ex-chefe de campanha de Trump vai a julgamento por fraude fiscal

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Paul Manafort, ex-chefe de campanha de Donald Trump, será o primeiro integrante da equipe eleitoral do então candidato a ir a julgamento por fraude bancária e fiscal. REUTERS/Yuri Gripas/File Photo

O ex-chefe da campanha de Donald Trump, Paul Manafort, será o primeiro integrante da equipe eleitoral do presidente americano a ser julgado. As audiências começam nesta terça-feira (31). Ele foi acusado de fraude fiscal e bancária, relacionadas à sua atividade como lobista a favor do antigo governo pró-russo na Ucrânia.


O ex-chefe de campanha, de 69 anos, declarou-se inocente das 18 acusações. O indiciamento é resultado da investigação do procurador especial Robert Mueller sobre a ingerência russa na última corrida eleitoral americana, embora as acusações não estejam ligadas ao trabalho de Manafort como chefe de campanha de Trump. O julgamento, que começou às 11h no horário de Brasília, deve durar cerca de três semanas.

Veterano consultor político republicano, Manafort liderou por três meses a equipe de campanha de Trump até ser obrigado a deixar o cargo, devido à sua atividade como lobista da Ucrânia. Contra ele pesam cinco acusações por declarações de impostos falsas, com o objetivo de ocultar milhões de dólares em rendimentos por suas atividades em favor do ex-presidente ucraniano pró-russo Viktor Yanukovitch.

Ele também é acusado de fraude bancária relacionada com vários empréstimos milionários obtidos de diferentes bancos. Os procuradores pretendem apresentar quase 30 testemunhas durante o julgamento, incluindo Richard Gates, ex-sócio de Manafort, que coopera com os acusadores após se declarar culpado de delitos menores em fevereiro. Cinco testemunhas obtiveram imunidade por parte da Procuradoria para falar contra Manafort.

Trinta e duas pessoas já foram indiciadas

Mueller indiciou até o momento 32 pessoas no âmbito da investigação sobre o suposto acordo entre a campanha de Trump e a Rússia para ajudar o magnata nova-iorquino a chegar à Casa Branca. Trump denuncia frequentemente a investigação de Mueller como uma "caça às bruxas" motivada politicamente. Ele também nega qualquer relação de sua campanha com Moscou para derrotar a então candidata democrata Hillary Clinton.

Enquanto Gates e outros, incluindo o ex-conselheiro de Segurança Nacional Michael Flynn, declararam-se culpados, ele se negou a fazer um acordo com os procuradores. Especialistas legais avaliam que Manafort possa estar esperando ser declarado inocente, ou obter um perdão presidencial. Manafort passou o último mês em uma prisão na Alexandria, no subúrbio de Washington, depois que uma juíza federal revogou sua detenção domiciliar e estabeleceu uma fiança de US$ 10 milhões por suspeita de manipular testemunhas em outro processo em aberto.

Ele deve ir a julgamento em setembro na capital federal por acusações - também apresentadas por Mueller - de conspiração, lavagem de dinheiro e por não se registrar como agente de um governo estrangeiro. Trump classificou de "muito injusta" a detenção de Manafort em junho passado.

(Com informações da AFP Brasil)