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Seca Onda de calor Crise alimentar Desnutrição

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Seca na Coreia do Norte pode agravar crise alimentar que atinge 40% da população, diz Ong humanitária

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Norte-coreanos em um estrada rural ao longo do rio Yalu, na província de Phyongan do Norte, em foto tirada em 2015. REUTERS/Jacky Chen/File Photo

Desde o começo de julho, nem uma gota de chuva caiu na Coreia do Norte. A seca e as altas temperaturas, que chegaram a ficar entre 40 e 42 graus, estão tendo efeitos devastadores para a população e a agricultura. A Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho alerta que ações urgentes são necessárias para evitar uma crise excepcional de segurança alimentar.


Com informações de Jelena Tomic, da RFI

Joseph Muyambo, dirigente do programa da instituição em Pyongyang, ressalta que muitas plantações e até árvores frutíferas já secaram e há um grande preocupação com relação a uma crise de abastecimento de comida. Segundo ele, esse risco é maior para "pessoas em comunidades vulneráveis, na periferia, que dependem da agricultura de subsistência".

O execeutivo da organização destaca que a desidratação e a desnutrição estão entre os principais problemas. Ele conta que estão sendo feitas campanhas de conscientização nas comunidades sobre como cuidar de doentes e como manter as pessoas hidratadas. "Crianças e mães que estão amamentando estão especialmente sujeitas e sofrer de desnutrição", ressalta Muyambo, em entrevista à RFI.

Sanções agravam situação

As sanções econômicas sofridas pela Coreia do Norte complicam ainda mais a capacidade do país de reagir a essa calamidade. Muyambo destaca que até as organizações humanitárias precisam pedir isenção para conseguir alguns instrumentos no país. O ativista relata que a falta de equipamentos ou o atraso no recebimento deles pode prejudicar a segurança alimentar.

Segundo ele, o governo ainda não declarou calamidade, mas já teria se mobilizado para tentar manter o máximo de campos irrigados com a água disponível. O número de pessoas que precisam de assistência alimentar é atualmente estimado em 10 milhões, o que significa quase 40% da população do país. "Se eles não receberem assistência, isso terá consequências graves", alerta Muyambo.