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Air France e British Airways suprimem rotas para o Irã após sanções dos EUA

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British Airways e Air France haviam retomado rotas para Teerã após acordo internacional sobre programa nuclear iraniano. Reuters

A companhia aérea Air France vai encerrar seus voos com destino e partida de Teerã a partir de 18 de setembro. A British Airways também anunciou que irá suprimir a rota dentro de um mês.


A Air France, que havia transferido para sua empresa de baixo custo Joon as operações em Teerã, "passou de três voos semanais para um desde o dia 4 de agosto e interromperá suas conexões com Teerã em 18 de setembro devido à baixa rentabilidade comercial", informou nesta quinta-feira (23) o departamento de comunicação do grupo. A British Airways também afirma que a rota “não era comercialmente viável” e informou que o último voo para Teerã vai decolar no dia 22 de setembro, com retorno no dia seguinte.

As duas companhias se juntam à holandesa KLM, que já havia anunciado em julho a suspensão de seus voos para a capital iraniana no dia 24 de setembro. A empresa também alega “razões comerciais”.

Rotas haviam sido retomadas após acordo nuclear

As companhias aéreas europeias vinham retomando aos poucos seus voos para o Irã após a assinatura do acordo internacional sobre o programa nuclear da República Islâmica em 2015. Mas a decisão do presidente norte-americano Donald Trump de se retirar do compromisso, adicionada à uma série de sanções impostas por Washington contra Teerã, jogou um balde de água fria nas empresas aéreas, que já apostavam no desenvolvimento do trafego aéreo, adubado pela retomada de investimentos internacionais no Irã.

Desde que Trump anunciou que “quem fizer negócios com o Irã não fará mais negócios como os Estados Unidos”, várias empresas já avaliam suas estratégias de atuação no território iraniano. A alemã Daimler, uma das líderes mundiais do setor automobilístico anunciou sua saída do Irã, enquanto o grupo francês PSA, proprietário das marcas Peugeot e Citroën, avisou que está se preparando para suspender suas atividades no país. A gigante francesa do petróleo Total também vai cessar as operações iranianas.