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Aquecimento global Manifesto Artistas

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“O maior desafio da humanidade”: 200 personalidades fazem manifesto para salvar o planeta

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Ilustração mostra um boneco usando uma britadeira sobre o globo, Paris 20 de agosto de 2018 JOEL SAGET / AFP

De Alain Delon a Patti Smith, 200 personalidades internacionais assinaram o manifesto da atriz Juliette Binoche e do astrofísico Aurélien Barrau pedindo uma ação política “dura e imediata” para combater a mudança climática. A iniciativa veio após a demissão do ministro da Transição Ecológica francês, Nicolas Hulot.


“Está na hora de levar o assunto a sério”, escrevem os signatários da tribuna publicada pelo jornal francês Le Monde. Entre eles diversos artistas, como os cineastas Pedro Almodovar, David Cronenberg e Alfonso Cuaron, os atores Alain Delon, Bradley Cooper, Romain Duris, Ralph Fiennes, Jude Law e Clive Owen, as atrizes Cecile de France, Isabelle Adjani, Emmanuelle Béart, Marion Cotillard, Sophie Marceau, Kristin Scott Thomas, Kristen Stewart e outras 184 personalidades.

"Estamos vivendo um cataclismo planetário. Aquecimento global, diminuição drástica dos espaços de vida, desastre na biodiversidade, poluição intensa dos solos, da água e do ar, desflorestamento desenfreado: todos os indicadores são alarmantes. No ritmo atual, em poucas décadas, não haverá quase mais nada. Os humanos e a maioria das espécies vivas estão em situação crítica”, diz o texto.

Sexta extinção em massa

O texto destaca a urgência para que atitudes sejam tomadas e afirma que “estamos em pleno desmoronamento”. “A sexta extinção em massa está acontecendo a uma velocidade sem precedentes”, afirmam.

O objetivo do manifesto é pressionar a classe política. “Consideramos que toda ação política que não coloca a luta contra esse cataclismo no centro de seu programa não será credível. Governos que não colocam como objetivo principal o salvamento do que ainda pode ser resgatado não podem ser levados a sério”.

O fim do manifesto não deixa dúvidas quanto à real possibilidade de extinção da humanidade. “Muitos outros combates são legítimos. Mas se este for perdido, nenhum outro poderá ser levado”, concluem.