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Hong Kong se recupera da passagem do tufão Mangkhut, o mais forte que já atingiu o território

Equivalente a um furacão de categoria 5, o super tufão Mangkhut passou pelas Filipinas no sábado e depois seguiu para Hong Kong e vai para o sul da China, uma das zonas mais densamente povoadas do planeta. Batizado com o nome da fruta do sudeste asiático mangostim (ou mangostão) em tailandês, esse foi o mais potente tufão a passar por Hong Kong, neste domingo (16), desde que o registro foi criado nos anos 40.

Luiza Duarte, correspondente da RFI em Hong Kong

Hong Kong amanheceu sem chuva, com praias repletas de lixo e mais de 600 áreas interditadas, devido a queda de árvores, destroços e alagamentos. Nessa segunda-feira (17), o transporte público voltou a operar aos poucos, gerando trânsito lento e metrô lotado. A cidade se recupera de um dos tufões mais violentos já registrados no território. Escolas e universidades estão fechadas hoje. É dia de limpeza e de fazer um balanço do estrago provocado.

De acordo com o Observatório de Hong Kong, autoridade meteorológica do território, esse foi o tufão mais forte a atingir Hong Kong desde a criação do órgão em 1946.No domingo (16), o território esteve sob alerta máximo. Ondas invadiram zonas costeiras. Algumas áreas viram a água subir mais de 3m. A chuva forte e ventos de mais de 230km/h causaram destruição, carregando pequenos objetos, arrancando árvores e telhados e ainda quebrando vidros. O olho do tufão passou a quase 100km ao sul de Hong Kong.

Ao menos 1400 pessoas foram retiradas de áreas de risco e transferidas para um dos 48 abrigos para tufões. Restaurantes, lojas e empresas suspenderam as atividades, enquanto o transporte público foi praticamente interrompido. A ordem era permanecer em casa e os alertas para os residentes chegavam com frequência pelo celular. O plano para conter o número de acidentes parece ter dado resultado. Cerca de 390 pessoas foram atendidas pelos serviços de emergência, mas não houve vítimas fatais na cidade.

Tufão também passa por Macau
 
Macau, que no ano passado foi duramente criticada pela gestão durante a passagem do tufão Hato, também foi atingida. Ao menos 17 pessoas ficaram feridas. Mais de 20 mil residências ficaram sem luz e diversas zonas foram inundadas. Mas dessa vez, os cassinos fecharam e um alerta foi emitido a tempo para evitar que a população saísse de casa. No final da tarde de domingo, o tufão chegou à província de Cantão, a mais populosa da China, com cerca de 100 milhões de habitantes.

Impacto na China

A região tem experiência com tufões e muitos preparativos foram feitos durante a semana. Moradores correram para os supermercados para estocar mantimentos. As janelas e portas de lojas ganharam um reforço de fitas adesivas, numa tentativa de impedir que quebrassem com a força do vento.Segundo o governo chinês, milhares de oficiais da defesa civil foram mobilizados e estruturas vulneráveis tiveram que ser desmontadas.

Eventos ao ar livre foram cancelados. Mais de 1500 abrigos temporários foram criados em Shenzhen, cidade que faz fronteira com Hong Kong, e Cantão. Na província de mesmo nome, o número de pessoas retiradas de áreas de risco ultrapassou 3 milhões, enquanto 49 mil barcos de pescadores foram chamados de volta aos portos.

Ônibus intermunicipais e trens foram suspensos. Alguns das principais pontes e estradas fecharam, assim como a fronteira terrestre com Hong Kong. O aeroporto de Hong Kong, um dos principais da região, suspendeu quase 900 voos no domingo, afetando milhares de passageiros. Já os aeroportos de Shenzhen e da cidade de Cantão estão fechados até segunda-feira pela manhã. Todas as grandes cidades da província de Cantão entraram em alerta.

Ainda é cedo para se ter o balanço completo da passagem do tufão nessa região. A chuva forte continua em diversas áreas e o risco de inundações permanece grande. Até agora, quatro mortes foram confirmadas na província de Cantão. Em Shenzhen, cerca de 130 mil residências ficaram sem luz.

Tufão causa tragédia nas Filipinas

Antes de chegar à China, Mangkhut atingiu uma área extremamente vulnerável e que sofre com frequência com tufões. No sábado, o tufão atingiu o norte da ilha de Luzon. Segundo as últimas informações, pelo menos 65 pessoas morreram, mas esses números ainda podem crescer. Os deslizamentos de terra provocaram a maior quantidade de vítimas e dezenas de pessoas ainda estão desaparecidas.
 
Em Itogon, nas Filipinas, um vilarejo inteiro foi soterrado, prendendo mineiros em um barracão e pessoas em uma igreja. O trabalho de resgate está em curso e as autoridades estão apenas começando a avaliar a escala do dano no país. Mais de 5 milhões e meio de filipinos foram afetados. O tufão Mangkhut perdeu força, se transformou em tempestade tropical, e avança no sul da China rumo ao norte do Vietnã.

 

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