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Depois de palhaço e trapezista, brasileiro vira piloto de globo da morte em Dubai

Sexta geração de uma família de artistas circenses, o brasileiro Rafael Nino Jr. deixou para trás os dias como palhaço e trapezista para perseguir um sonho: ser piloto do globo da morte. Já se vão 14 anos desde que ele deixou a casa da mãe rumo à China, sem falar inglês e com apenas US$ 15 no bolso. O que começou com o objetivo de ajudar a família financeiramente, acabou evoluindo para uma carreira internacional.

Mariana Durão, correspondente da RFI em Dubai

Aos 29 anos, o piloto já conta passagens por 32 países, participações no Grande Circo de Moscou e uma marca no Guinness, e em um número com recorde de seis motociclistas desafiando a gravidade em uma esfera de aço.

Atualmente, Nino Jr. lidera o time de cinco globistas brasileiros que atuam no espetáculo La Perle, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Dirigido pelo italiano Franco Dragone, cujo currículo inclui anos no Cirque du Soleil, o show traz 65 artistas de 23 nacionalidades e áreas diversas. Mais de 20% do elenco é formado por brasileiros. A lista inclui mergulhadores, acrobatas e até atletas, como a campeã mundial de slackline Giovanna Petrucci.

“Os brasileiros estão presentes em todas as principais áreas do espetáculo. Cada seção de artistas tem um capitão, que lidera o treino, lidera o time. São sete capitães no show, dos quais três são brasileiros”, explica.

Torre de Babel

O resultado dessa torre de Babel artística é uma plateia fascinada por acrobacias aquáticas e aéreas, performances arriscadas e um cenário lúdico, com luzes, fogo e muita água. Criado sob medida para o show, o teatro tem no palco uma piscina com 2,7 milhões de litros de água, na qual artistas mergulham de uma altura de 25 metros.

O espaço para o globo da morte nesse tipo de espetáculo é considerado um marco pelo piloto. Para realizar o sonho de atuar com Dragone foi preciso montar um número inédito, que desafiasse as leis da física. Em La Perle, o globo fica pendurado a oito metros do palco e, em determinado momento, se divide em pleno ar. Por 25 segundos quatro pilotos giram na metade de cima da esfera, enquanto o capitão permanece embaixo. É o momento mais tenso do show.

Viciado em adrenalina, em suas palavras, ele conta como mantém o sangue frio: “O segredo é não pensar no risco que você tem. Acho que se você pensa que pode acontecer algo seu subconsciente entra lá dentro com aquele pensamento e tira um pouco o foco do que você vai fazer. Então eu sempre prezo não pensar no perigo que a gente está passando e sim me divertir com o tempo que a gente tem ali. É uma diversão para a gente. A gente tenta transformar o medo em adrenalina”, diz.

Fora do modelo tradicional

O brasileiro chegou ao La Perle por intermédio do amigo Alfredo Silva, famoso pela participação como atirador de facas no programa America’s Got Talent. O elenco chegou a Dubai meses antes da estreia e participou do processo criativo de Dragone. A equipe do globo teve que se adaptar a um modelo bem diferente do circo tradicional. Além do treino sobre duas rodas, os motociclistas tiveram aulas de dança e teatro.

”Qual a diferença do La Perle para um circo tradicional? É que aqui a gente tem a junção de várias artes diferentes, como dança, efeitos visuais, efeitos especiais, acrobacias, números de risco de morte. Então acho que é uma junção teatral, enquanto o circo é mais tradicional”, explica. “Acho que a gente conseguiu fincar um pouco da tradição do circo no espetáculo e isso é muito bacana”, diz Nino.

 

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