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Brasil Palestina Embaixada Jerusalém Jair Bolsonaro

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Decisão de Bolsonaro de transferir embaixada para Jerusalém desestabiliza a região, dizem palestinos

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As bandeiras de Israel e do Brasil na frente da embaixada em Tel-Aviv JACK GUEZ / AFP

Os palestinos denunciaram nesta sexta-feira (2) a decisão do presidente eleito, Jair Bolsonaro, de transferir a embaixada brasileira para Israel.


Segundo Hanane Achraoui, responsável do Conselho Central Palestino, órgão da OLP (Organização para a libertação da Palestina), a medida é “provocativa, ilegal do ponto de vista do direito internacional e apenas desestabiliza a região”.

Nesta quinta-feira (1), o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, elogiou a decisão de Bolsonaro, a considerando “histórica”. O anúncio foi feito pelo presidente eleito nesta quinta-feira, que disse estar cumprindo “uma promessa de campanha”.

"Felicito meu amigo e presidente eleito do Brasil Jair Bolsonaro por sua intenção de deslocar a embaixada brasileira para Jerusalém, um passo histórico, justo e animador." O premiê israelense disse que "muito provavelmente" comparecerá à cerimônia de posse de Bolsonaro em Brasília.

Israel considera toda a cidade de Jerusalém como sua capital, enquanto os palestinos reivindicam Jerusalém Oriental como a capital de seu futuro Estado. Para a comunidade internacional, o status da Cidade Santa tem que ser negociado entre as duas partes, e as embaixadas não devem ficar em Jerusalém enquanto não se chegue a um acordo.

Inspiração em Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rompeu em dezembro de 2017 com uma linha diplomática de mediação na região, mantida durante décadas, ao reconhecer Jerusalém como capital de Israel. Desde então, o presidente palestino, Mahmud Abbas, pôs fim a todas as relações com o governo Trump.

Depois dos Estados Unidos, Guatemala e Paraguai também transferiram suas embaixadas, embora o governo paraguaio tenha voltado atrás nas últimas semanas, retornando sua missão diplomática para Tel Aviv.

Brasil e Palestina estabeleceram relações diplomáticas em 1975, durante o governo de Ernesto Geisel. Em 2010, sob a presidência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Brasil reconheceu o Estado da Palestina nas fronteiras de 1967 e a delegação especial palestina em Brasília passa a denominar-se Embaixada do Estado da Palestina.