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Coreia do Norte Kim Jong-Un Donald Trump

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Coreia do Norte esconde bases de lançamento de mísseis, segundo estudo norte-americano

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O líder da Coreia do Norte, Kim-Jong-un, firmou um acordo de desnuclearização com Donald Trump REUTERS/KCNA

A Coreia do Norte mantém pelo menos 13 bases não declaradas que ocultam mísseis de capacidade nuclear, de acordo com um novo estudo norte-americano publicado nesta segunda-feira (12). A revelação gera dúvidas sobre o acordo de desnuclearização firmado entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un.


Segundo pesquisadores do Center for Strategic and International Studies (CSIS), de Washington, foram localizadas 13 bases operacionais de mísseis não declaradas pelo governo norte-coreano. Existe a possibilidade de que o número chegue até 20.

"Não parece que estas bases estavam congeladas", disse ao jornal The New York Times Victor Cha, que dirige o programa da Coreia do Norte do CSIS. As bases se encontram em instalações subterrâneas, dotadas de túneis, em vales montanhosos e estreitos, segundo os pesquisadores. Elas estão espalhadas por todo o país.

"O trabalho continua. Todos estão temendo que Trump aceite um acordo ruim. [Os norte-coreanos] nos deram um único local de testes e desmantelaram algumas bases e, em troca, podem obter um acordo de paz", afirmou Cha.

Cúpula de Singapura foi sucesso para Trump

As bases são rudimentares e dissimuladas pelo Exército norte-coreano, que desenvolveu, ao longo das décadas, técnicas de camuflagens para evitar ataques aéreos. Desde a cúpula de Singapura, a Coreia do Norte interrompeu oficialmente as atividades nucleares e desmantelou uma base de testes de mísseis, além de ter prometido desativar o principal complexo nuclear do país.

Trump celebrou seu encontro com Kim Jong-un, por ter aberto o caminho para a desnuclearização da península asiática, acalmando as tensões que há menos de um ano colocaram os EUA e a Coreia do Norte à beira de um conflito. Uma reunião entre o chefe da diplomacia americana, Mike Pompeo, e o braço direito do governo norte-coreano, Kim Yong Chol, prevista para a semana que vem, foi anulada. Trump também disse, na quarta-feira (7), que iria se encontrar com Kim Jong-un no começo de 2019.