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EUA vencem queda de braço contra Rússia e elegem sul-coreano no comando da Interpol

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O sul-coreano Kim Jong-yang foi eleito nessa quarta na presidência da Interpol. YONHAP / AFP

O sul-coreano Kim Jong-yang foi eleito nesta quarta-feira (21) presidente da Interpol para um mandato de dois anos, vencendo a candidatura do russo Alexander Prokopchuk. Ele já ocupava o cargo de presidente temporário da organização desde a súbita "demissão" de seu antecessor, Meng Hongwei, acusado de corrupção na China, onde desapareceu misteriosamente no início de outubro.


A eleição do presidente da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) teve como pano de fundo uma polêmica entre Estados Unidos e Rússia. O governo americano respaldou abertamente Jong-yang e foi acusado pela Rússia de ingerência. O sul-coreano foi eleito pelos delegados dos 192 países-membros da entidade, reunidos em assembleia-geral desde domingo (18), em Dubai.

A Interpol é a principal organização internacional de cooperação policial do mundo e tem sede em Lyon, no sudeste da França. A organização combate vários tipos de crime, incluindo terrorismo, pedofilia, lavagem de dinheiro, corrupção e falsificação de produtos, entre outros.

Apesar do posto de presidente da Interpol ser considerado um cargo essencialmente honorário, a candidatura do general russo de 56 anos desagradou os críticos de Moscou, que temiam que a organização se transformasse em um instrumento de influência do Kremlin.

Quatro senadores americanos pediram em uma carta aberta aos 192 membros da Interpol que rejeitassem a candidatura de Prokopchuk. "Os acontecimentos recentes demonstraram que o governo russo abusava dos processos da Interpol para perseguir os opositores políticos", escreveu no Twitter na terça-feira (20) o porta-voz do Conselho Nacional de Segurança americano Garrett Marquis.
   
O jornal britânico The Times chegou a afirmar na semana passada, com base em fontes britânicas, que Prokopchuk era o favorito.