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Israel realiza operação em túneis do Hezbollah na fronteira com Líbano

O exército israelense iniciou nesta terça-feira (5) a operação “Defesa Norte”, contra túneis subterrâneos na fronteira com o Líbano atribuídos ao grupo Hezbollah. A ação seria preventiva e não tem data para ser finalizada.

Daniela Kresch, correspondente da RFI em Tel Aviv

Segundo os israelenses, esses túneis clandestinos cruzam a fronteira com Israel serviriam para eventuais infiltrações de militantes do Hezbollah para cometer ações terroristas. Os túneis seriam semelhantes aos construídos pelo grupo islâmico palestino Hamas na fronteira entre a Faixa de Gaza e Israel.

Para detectar esses túneis, o exército fechou áreas da fronteira da zona militar e convocou um pequeno número de reservistas, mesmo pedindo aos moradores da região que mantenham o dia a dia normal.

Mas, apesar de a ação ocorrer do lado israelense da fronteira, ela pode elevar a tensão entre Israel e o Hezbollah, como tem acontecido nos últimos meses.

Netanyahu acusa Irã de financiar túneis

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu – que ocupa também o cargo de ministro da Defesa – se pronunciou na noite de terça-feira (4) na televisão sobre a questão. Ele acusou o Irã de financiar a construção dos túneis do Hezbollah para sequestrar e aterrorizar civis israelenses.

Netanyahu afirmou que vai pedir uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU para condenar o Hezbollah por violar a soberania de Israel e também duas resoluções das Nações Unidas que regem o cessar-fogo entre Israel e Líbano – dois países oficialmente em guerra há meio século.

Durante o pronunciamento, Netanyahu mostrou um vídeo que provaria a existência de um dos túneis. Ele começaria dentro de uma casa no vilarejo de Kela, a poucos metros da fronteira com Israel, e chegaria até o outro lado da fronteira.

Nas imagens, se vê um homem que seria combatente do Hezbollah andando dentro de um túnel parecido com os do Hamas. As imagens foram feitas como uma câmera inserida a 40 metros de profundidade.

No final, Netanyahu mandou uma mensagem ao Líbano: a de que o Hezbollah está colocando a vida de todos os libaneses em perigo. Também ameaçou o grupo, afirmando que quem atacar Israel pagará um alto preço.

Hezbollah não reage

Parece não haver resposta imediata à operação israelense no Líbano. Enquanto especialistas israelenses disseram que a ação contra os túneis poderia levar a uma escalada de violência, o Hezbollah não se pronunciou.

A imprensa libanesa disse que a área da fronteira estava calma e que os monitores das Nações Unidas estavam patrulhando o local para vigiar a situação.

No ano passado, o líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, sugeriu que os combatentes do grupo tentariam se infiltrar em Israel em um futuro conflito.

No entanto, Israel constrói obstáculos defensivos ao longo de um trecho de cerca de 11 quilômetros de sua fronteira com o Líbano desde 2015, erguendo cercas, limpando a vegetação e criando penhascos íngremes para deter as forças invasoras.

Há 12 anos, em julho de 2006, Israel e o Hezbollah entraram em confronto direto por um mês, deixando 1.200 libaneses e 165 israelenses mortos. Desde então, muitos moradores da região fronteiriça com o Líbano dizem escutar ruídos de escavação embaixo de duas casas. Segundo eles, o exército e o governo israelense ignoraram esses relatos.

Crise pode ter sido armada por Netanyahu

Existe também um lado politíco importante relacionada à operação. Netanyahu havia insinuado recentemente que Israel iria embarcar em uma campanha militar de algum tipo em breve. Alguns especularam que ele teria armado uma crise para desviar a atenção de seus problemas jurídicos.

No domingo (2), a polícia israelense recomendou que o premiê fosse indiciado por suborno, fraude e outras acusações em um caso envolvendo uma suporta troca de favores entre ele e o dono de um portal de notícias.

Além disso, Netanyahu enfrenta outras três investigações. Se for indiciado em alguma delas, pode optar pela renúncia do cargo.

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