rfi

Ouvindo
  • RFI Brasil
  • Último jornal
  • RFI em francês
  • Nobel de Economia vai para francesa, indiano e americano por estudos de combate à pobreza
Linha Direta
rss itunes

China corta impostos e anuncia "batalha" para combater desaceleração da economia

Por Luiza Duarte

O governo chinês anunciou nesta terça-feira (5) uma meta de crescimento do PIB de 6% a 6,5% para este ano. Para lutar contra a desaceleração da economia, Pequim vai cortar bilhões de dólares em impostos e taxas, ampliar empréstimos para pequenas empresas e aumentar o investimento em infraestrutura. Os anúncios foram feitos na abertura da Assembleia Popular Nacional (APN), que acontece em paralelo à sessão do Comitê Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC), o mais alto órgão consultivo do país.

Da correspondente em Hong Kong

Sob forte esquema de segurança, a China iniciou hoje seus maiores eventos políticos do ano, as chamadas "duas sessões". Durante duas semanas, os cerca de 3 mil membros do mais alto órgão legislativo do país – um Parlamento que na prática valida decisões tomadas previamente – se reúnem em Pequim. Eles aprovam mudanças na legislação e o orçamento chinês. Em paralelo, acontece a segunda sessão anual do CCPPC, na qual conselheiros políticos se dividem em painéis temáticos para debater questões nacionais.

Esse é um momento que concentra um grande número de declarações e anúncios que modelam o cenário político na China e que a comunidade internacional acompanha de perto. O presidente Xi Jinping e membros do alto escalão do governo participaram da cerimônia de abertura da sessão legislativa.

Ano de desafios

As “duas sessões” são um momento de grande visibilidade e importância política na China. O período, considerado sensível, é acompanhado de medidas reforçadas de monitoramento de ativistas e censura nas redes sociais. Há uma preocupação ainda maior em evitar manifestações de oposição durante esses eventos.

O governo de Xi Jinping enfrenta desafios, como a desaceleração da economia chinesa - que cresce no ritmo mais lento em quase 30 anos -, a guerra comercial com os Estados Unidos, a crescente crise diplomática envolvendo a empresa chinesa de tecnologia Huawei e ainda o aprisionamento em massa de membros da minoria muçulmana uigure na região do Xinjiang, no oeste do país. Todas essas questões têm testado a habilidade política do presidente nesse segundo mandato.

Três mil delegados estão reunidos para participar da sessão anual do Parlamento chinês. REUTERS/Thomas Peter

Anúncios

Pequim vai dedicar US$ 177 bilhões para a pasta da Defesa em 2019. A China continua tendo o segundo maior orçamento do mundo para esse setor, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. O aumento de investimento nessa área será de 7,5%, uma taxa menor do que os 8,1% anunciados no ano passado.

Há expectativa que seja apresentada uma lei para a proteção de dados pessoais. Além disso, deve ser aprovado um projeto de lei sobre o investimento estrangeiro no país. Facilitar a participação de empresas estrangeiras no mercado chinês é um dos pontos discutidos nas negociações em torno da disputa comercial entre China e Estados Unidos e também uma demanda de outros países ocidentais.

Uma das primeiras declarações durante a abertura das “duas sessões” foi feita pelo presidente da Comissão Reguladora de Bancos da China, Guo Shuqing. Ele afirmou que o país pode "definitivamente" chegar a um acordo com a Casa Branca sobre abertura financeira.

Partido ultraconservador vence eleição na Polônia e prosseguirá reformas controvertidas

Alemanha: autor de ataque contra sinagoga afirma ter sido motivado por ideias de extrema direita

Briga por processo de impeachment pode fortalecer a reeleição de Trump

Postura instável de Trump no norte da Síria ameaça futuro de curdos e pode fortalecer grupo EI

Papa Francisco condena "proselitismo religioso que força conversões" na Amazônia

Com coalizão "Geringonça", socialista António Costa desponta como vencedor do pleito em Portugal

Assassinato de jornalista saudita completa um ano sem punição e sem corpo

Manifestante é ferido a tiros em Hong Kong em protesto contra festa da China comunista

Catedral de Manaus celebra missa para religiosos que irão ao Sínodo do Vaticano

Maioria no Senado americano, republicanos não temem ameaça de impeachment

Derrubada de vetos de Bolsonaro à Lei de Abuso de Autoridade fortalece Congresso, diz presidente do Senado

Secretário-geral da ONU nega ter vetado Brasil e outros países na Cúpula do Clima

Alemanha declara guerra aos carros SUVs por poluírem e ocuparem muito espaço em estacionamentos

Escolha de Christine Lagarde para comando do Banco Central Europeu é polêmica

Após meses de atrito, Macron vai à Roma tentar reaproximação com a Itália