rfi

Ouvindo
  • RFI Brasil
  • Último jornal
  • RFI em francês
Linha Direta
rss itunes

Aniversário de 60 anos do exílio leva China a proibir turistas no Tibete até abril

A região do Tibete está fechada para turistas até o dia 1 de abril. Oficialmente, o responsável do partido comunista chinês no país declarou que o acesso foi limitado para proteger os viajantes, já que a falta de oxigênio e as condições climáticas representam um risco para a saúde. Lhasa, a capital, está situada a 3.650 metros de altitude.

Luiza Duarte, correpondente da RFI na China

A proibição pode estar ligada à comemoração do aniversário da insurreição reprimida pela China. Março é um mês sensível politicamente na Região Autônoma do Tibete, ainda mais esse ano, com o aniversário de 60 anos do exílio tibetano.

Em 1959, a derrota da rebelião em Lhasa e a ocupação chinesa levaram o Dalai Lama e milhares de seguidores a deixarem o território ao norte dos Himalaias e buscarem refúgio na Índia.

A vigilância foi elevada e o acesso limitado. A entrada de estrangeiros, não raro, é totalmente suspensa em alguns momentos do ano. O governo chinês diz que restrições recentes para turistas, diplomatas e jornalistas são para evitar que eles "sofram com a altitude" na região montanhosa.

Autorização especial

A visita a esse território estratégico de mais de 1 milhão de km2 ao norte dos Himalaias, no extremo oeste da China, já é normalmente condicionada a uma autorização especial e o visitante deve estar acompanhado de um guia local durante toda a estadia, além de possuir um visto chinês.

No aniversário de 50 anos do exílio, em 2009, o Tibete já tinha sido fechado para estrangeiros por dois meses. Uma investida de segurança para abafar ações anti China prendeu dezenas de tibetanos e interrogou milhares.

As informações são limitadas e a máquina de propaganda chinesa promove uma guerra de versões. Com frequência, Pequim denuncia críticas internacionais e faz retaliações diplomáticas a todos que abrem as portas para o Dalai Lama. Essa semana, a imprensa oficial chinesa voltou a acusar a mídia ocidental de propagar mentiras e “instigar agitação”. Nas páginas do Global Times, o Tibete é descrito como uma região com liberdade religiosa e que teve avanços em direitos humanos sob a administração chinesa.

Comunidades em vários países

Há comunidades tibetanas espalhadas por vários países e também em Hong Kong e Taiwan. Dharamsala, no lado indiano dos Himalaias, é hoje a residência oficial do Dalai Lama e a sede do Administração Central Tibetana (ACT), o governo do Tibete no exílio. A cidade fica em uma região já ocupada no passado pelo Império Tibetano e é ponto de peregrinação budista.

A Índia concentrou uma parte expressiva das manifestações que ocorrem desde domingo (10) contra as políticas chinesas para a região. Venerado pelos tibetanos, O Dalai Lama é visto como um perigoso separatista pela China. Imagens e textos do líder espiritual seguem proibidos no país.

Repressão desproporcional

O governo tibetano no exílio estima que dezenas de milhares foram mortos durante uma violenta e desproporcional repressão militar chinesa. Cerca de 100 mil pessoas teriam deixado o Tibete, depois da fuga do Dalai Lama. A versão dos acontecimentos é frontalmente contestada por Pequim, que, em 1950, fez o líder espiritual budista assinar um "acordo de liberação pacífica de Tibete”, que institui a região autônoma chinesa.

Para reforçar a versão chinesa da anexação do Tibete, Pequim criou um feriado em 2009. Fez do 17 de março o "Dia da libertação dos servos”, para marcar o fim de um regime feudal e integração da região no regime comunista chinês.
 

Acusado de inoperância, governo Bolsonaro testará apoio das ruas no domingo

Tsunami político na Áustria freia avanço da extrema direita do país nas eleições europeias

Em meio à tensão entre Irã e EUA, americanos se opõem a mais uma guerra

Festival de Cannes ainda está longe da paridade entre homens e mulheres no cinema

Aumento de tarifas americanas entra em vigor e deve acirrar guerra comercial entre EUA e China

China x EUA: guerra comercial de longo prazo é desafio para investidores

Após 48 horas de violência, entra em vigor cessar-fogo na Faixa de Gaza

Matteo Salvini visita Hungria para discutir "pacto europeu" com o nacionalista Viktor Orbán

Dia do Trabalho de tensão na Venezuela com manifestações pró e contra Maduro

Biden inicia campanha em Pittsburgh para conquistar operários que votaram em Trump

Espanha: Partido Socialista vence legislativas e extrema direita entra no Congresso

Ciclone Kenneth devasta ilha em Moçambique com ventos de mais de 200 km/h

"Direito internacional deve prevalecer à lei do mais forte", diz Putin após reunião com Kim Jong-Un