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Israel Faixa de Gaza Protestos Palestinos

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Israel ataca diversos alvos em Gaza e palestinos cancelam protestos

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Forças israelenses prendem mulher em Jerusalém, no dia 12 de março REUTERS/Ammar Awad

As Forças Armadas de Israel anunciaram nesta sexta-feira (15) que atacaram quase 100 alvos do grupo Hamas na Faixa de Gaza, em represália ao lançamento de foguetes contra a região de Tel Aviv a partir do território palestino.


Segundo um comunicado do exército israelense, caças, helicópteros e outras aeronaves atacaram durante a noite quase 100 alvos de terroristas do Hamas na Faixa de Gaza. Entre eles, um conjunto de escritórios supostamente utilizado pelo Hamas para coordenar operações contra Israel. Um centro de construção de foguetes e uma instalação subterrânea também foram destruídos.

As ações se concentraram em 40 localidades diferentes, de acordo com as Forças Armadas israelenses. Os ataques aconteceram poucas horas depois do lançamento de dois foguetes, a partir de Gaza, em direção ao distrito de Tel Aviv. O Hamas e a organização Jihad Islâmica negaram responsabilidade pelo lançamento dos foguetes.

Nesta quinta-feira (14), foguetes caíram na região de Tel Aviv não provocaram vítimas ou danos, declarou o Exército hebreu.

O prefeito de Tel Aviv, Ron Huldai, disse à TV estatal que um dos foguetes "aparentemente caiu no mar e o outro em algum lugar, mas não na cidade". Segundo a TV estatal, o premiê Benjamin Netanyahu, que acumula o cargo de ministro da Defesa, convocou uma reunião do gabinete de segurança. Tel Aviv está 70 km ao norte da Faixa de Gaza, o enclave palestino controlado pelo movimento islâmico Hamas, que negou ser o responsável pelos disparos.

Protestos palestinos são adiados

O comitê que organiza os protestos palestinos semanais na Faixa de Gaza anunciou nesta sexta-feira que "adiou" a manifestação prevista para a jornada, um fato inédito em um ano, provocado pela tensão com Israel."O comitê decidiu, no interesse do público, adiar as ações que estavam previstas para hoje", afirma um comunicado, que indica a retomada das manifestações nas próximas semanas, antes do primeiro aniversário do movimento, em 30 de março.

(Com informações da AFP)