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Israel: Netanyahu deve perder eleições mas continua no poder se formar coalizão

Israel se prepara para as eleições legislativas desta terça-feira (9) que vão decidir o futuro do país e do atual primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu.

Daniela Kresch, correspondente da RFI em Israel

Os cartazes nas ruas, os santinhos sendo distribuídos, as mensagens de SMS e as páginas nas redes sociais esquentam a batalha entre os principais politicos do país. Pouco mais de 6 milhões e trezentos mil eleitores vão poder votar em 10.720 urnas espalhadas pelo país.

No total, 47 partidos concorrem a 120 vagas no Knesset, o Parlamento em Jerusalém. Mas só 12 ou 13 devem conseguir assentos. Apesar de o voto em Israel não ser obrigatório, espera-se um comparecimento alto com cerca de 70% dos eleitores aproveitando o feriado para votar.

Não é por menos: essas eleições vão ditar o futuro de Israel e do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que lidera o país há uma década. As últimas pesquisas eleitorais foram publicadas no sábado e todas elas apontam um partido opositor como vencedor da votação desta terça-feira (9).

Em primeiro lugar nas enquetes está o recém-criado partido de centro Azul e Branco, liderado pelo general da reserva Benny Gantz, ex-chefe do Exército de Israel de 2011 a 2015. Segundo as pesquisas, esse partido receberá 25% dos votos válidos, o que vai garantir a ele 30 das 120 cadeiras do Knesset.

As pesquisas mostram que o partido de direita Likud, do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, ficará em segundo lugar, com 26 cadeiras, quatro a menos do que tem hoje. Mas como Israel tem um sistema de governo parlamentarista baseado em coalizões de governo, é possível que, se de fato o premiê ficar em segundo lugar nas eleições, Netanyahu seja reconduzido à cadeira de primeiro-ministro depois de 10 anos consecutivos no poder.

Isso porque as pesquisas apontam para mais votos para partidos de direita do que de esquerda. Quer dizer: Benjamin Netanyahu, não Benny Gantz, conseguiria formar uma coalizão com os 61 dos 120 parlamentares do Knesset. Isso já aconteceu antes. Em 2009, por exemplo, a ex-chanceler Tzipi Livni, do partido de centro Kadima, venceu as eleições. Ela obteve 29 cadeiras contra 28 do Likud de Netanyahu. Mas Livni não conseguiu formar alianças para criar um governo com 51% do Parlamento, ou seja, 61 cadeiras.

No final das contas, Netanyahu, que ficou em segundo lugar, foi chamado para tentar forjar uma coalizão e conseguiu. Foi nomeado primeiro-ministro e se mantém no poder até hoje. Quer dizer, é possível que Netanyahu perca a batalha pelos votos, mas ganhe a batalha pela coalizão e volte a ser o primeiro-ministro.

Ameaça de indiciamento

Em fevereiro, o procurador-geral de Justiça, Avichai Mandelblit, anunciou que pretende indiciar Netanyahu em três casos de acusações de suborno, fraude e quebra de confiança. Entre elas está a de que Netanyahu teria recebido centenas de milhares de dólares em suborno em forma de charutos e bebidas alcóolicas de empresários e a de que negociou trocas de favores com editores de jornais.

Mas o indiciamento ainda não saiu e, mesmo quando sair, pela lei israelense o primeiro-ministro não precisa renunciar imediatamente. Ele só é obrigado a renunciar se for condenado – o que pode levar anos. Para os eleitores de Netanyahu, as acusações são apenas perseguição política. Portanto, eles pretendem votar nele assim mesmo.

A pergunta é se os eleitores de centro e centro-esquerda vão sair de casa em massa para dar seus votos ao opositor Benny Gantz. Só se o bloco de esquerda e centro-esquerda conseguir muitos votos, é possível que a era Netanyahu chegue ao fim.
 

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