rfi

Ouvindo
  • RFI Brasil
  • Último jornal
  • RFI em francês

Coreia do Norte Rússia Diplomacia

Publicado em • Modificado em

Putin e Kim Jong-un vão se encontrar pela primeira vez

media
Kim Jong-un deve se encontrar com Vladimir Putin em Moscou. Reuters

O Kremlin anunciou nesta quinta-feira (18) a preparação de uma cúpula inédita entre o líder norte-coreano, Kim Jong-un, e o presidente russo Vladimir Putin. A reunião deve acontecer na Rússia, já no final desse mês.


"A convite de Vladimir Putin (...) Kim Jong-un viajará para a Rússia para uma visita durante a segunda metade do mês de abril", informou o Kremlin em um comunicado. A cúpula, alvo de especulação há vários meses, será o primeiro encontro entre os líderes dos dois países, que mantêm relações de amizade.

Kim Jong-un iria a Moscou em maio de 2015 para uma cerimônia pelos 70 anos da vitória na Segunda Guerra Mundial, mas desistiu dias antes do evento. Em 2011, seu pai, Kim Jong-il, viajou para a Sibéria para conhecer Dimitri Medvedev, atual primeiro-ministro russo, na época presidente. O líder norte-coreano, que morreu pouco depois da visita, disse que estava disposto a desistir de testes nucleares.

Autoridades russas viajaram várias vezes nos últimos anos para a Coreia do Norte e vice-versa. Assim como a China, a Rússia promove o diálogo com a Coreia do Norte. No entanto, o Kremlin não tem o mesmo peso regional que Pequim, único aliado importante de Pyongyang e seu principal parceiro comercial.

Mas no ano passado, Putin exprimiu, de forma implícita, seu apoio ao regime de Pyongyang. O chefe do Kremlin declarou que era “contraproducente pedir tudo aos norte-coreanos, que não recebem nada em troca”.

Segundo especialistas, Pyongyang estaria tentado se aproximar da Rússia em busca de novos aliados. A Coreia do Norte estaria procurando uma alternativa às negociações com Washington, que até agora não apresentaram resultados favoráveis para o regime.

A Rússia fornece produtos alimentares à Coreia do Norte e já foi acusada pelos Estados Unidos de ajudar o país asiático a contornar as sanções internacionais. Moscou recusa as acusações.

(Com informações da AFP)