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Carlos Ghosn Prisão Japão Renault Nissan

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Carlos Ghosn será novamente acusado pelas autoridades japonesas

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O tribunal de Tóquio, que instrui o caso do ex-presidente da Nissan Motor e Renault, o brasileiro Carlos Ghosn, decidiu inculpá-lo novamente. REUTERS/Issei Kato/File Photo

Carlos Ghosn, ex-chefe das montadoras Renault e Nissan atualmente detido no Japão, será novamente acusado de quebra de confiança quando o período de detenção por suspeita de má conduta financeira expirar, informou a imprensa japonesa nesta sexta-feira (19).


Segundo a agência Kyodo News, os promotores decidiram indiciar Ghosn em 22 de abril.

O homem de 65 anos está sendo interrogado em um centro de detenção de Tóquio pelo desvio de milhões de dólares de sua antiga empresa Nissan para uma concessionária no Oriente Médio.

Ghosn nega veementemente as alegações e insiste que elas são resultado de uma "conspiração" armada pelos executivos da Nissan, preocupados com os planos de aproximar a gigante japonesa de carros de sua parceira francesa Renault.

Nesta sexta-feira, a emissora pública NHK citou fontes anônimas dizendo que os promotores de Tóquio indiciarão o ex-magnata do setor automobilístico na segunda-feira por suspeita de que ele tenha usado o dinheiro da Nissan para seus investimentos pessoais em 30 empresas.

A NHK relatou que cerca de 3 bilhões de ienes (26,8 milhões de dólares) transferidos para uma empresa americana chamada Shogun Investments, administrada pelo filho de Ghosn, foram gastos em investimentos em pelo menos 30 empresas.

Promotores querem interrogar filho do executivo

Os promotores de Tóquio também poderão interrogar o filho de Ghosn, segundo a NHK.

Preso pela primeira vez ao chegar em Tóquio em um jato particular, em 19 de novembro de 2018, Carlos Ghosn já é alvo de três acusações de declarações de imposto de renda mais baixas e de quebra de confiança agravada relacionada a uma tentativa de cobrir perdas financeiras pessoais pela Nissan.

Ele foi libertado sob fiança no dia 6 de março, depois de 108 dias de prisão e posto em prisão domiciliar em Tóquio. O executivo foi preso novamente menos de um mês depois, em novas suspeitas.

O candidato e sua família negam qualquer irregularidade e denunciam um complô de Nissan, já que Ghosn preparava a fusão do grupo japonês com seu parceiro francês Renault, uma evolução da aliança desagradável para o lado japonês.

 O principal advogado de Ghosn, Junichiro Hironaka, entrou com vários recursos desde a nova detenção de seu cliente ilustre, mas os juízes rejeitaram todas, autorizando sua detenção até segunda-feira (22).

Se ele for realmente realmente acusado, irá iniciar uma nova prisão preventiva abrindo a possibilidade de um novo pedido de fiança paralelo.

(Com informações da AFP)