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Fraude Japão Carlos Ghosn Crime Tóquio

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Ghosn paga US$ 4,5 milhões de fiança para obter liberdade condicional no Japão

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França pede para Renault nomear sucessor para Carlos Ghosn REUTERS/Regis Duvignau/File Photo

Um tribunal de Tóquio anunciou nesta quinta-feira (25) a aprovação da liberdade sob fiança do executivo Carlos Ghosn, detido desde o início de abril, acusada de fraude financeira pela montadora Nissan.


O Ministério Público anunciou um recurso de apelação que deixa a decisão em suspenso. Se o recurso for rejeitado, o ex-presidente da Renault-Nissan poderá ser solto com o pagamento de uma fiança de 500 milhões de ienes (o equivalente a US$ 4,5 milhões de dólares, quase R$ 18 milhões). Segundo a rede de televisão NHK, o executivo poderá sair do centro de detenção "já nesta quinta-feira".

Ghosn, detido pela primeira vez no dia 19 de novembro, em Tóquio, já pagou 1 bilhão de ienes (US$ 9 milhões de dólares) para sair da prisão no dia 6 de março, e obter o direito à prisão domiciliar na capital japonesa. Cerca de um mês depois, ele foi novamente alvo de denúncias por parte da promotoria, que envolvem malversação financeira e sonegação de impostos.

Na última denúncia, realizada na segunda-feira (22), o executivo foi acusado de abuso de confiança com agravante relacionado ao desvio de fundos da Nissan. O ex-executivo de 65 anos, que tem cidadania francesa, libanesa e brasileira, é suspeito de transferir dinheiro da Nissan para um distribuidor de veículos da marca em Omã.

Iate milionário

De acordo com fontes próximas ao caso, o dinheiro foi transferido por meio de uma empresa no Líbano para o Shogun Investments LLC, um fundo nos Estados Unidos controlado por Anthony, filho de Ghosn. Parte do dinheiro também teria sido utilizado na compra de um iate luxuoso avaliado em € 12 milhões.

O executivo, que já foi presidente da aliança Renault-Nissan-Mitsubishi Motors, foi denunciado duas vezes por não declarar todos os rendimentos entre 2010 e 2018 nos documentos que a Nissan entregou às autoridades financeiras japonesas. Também foi denunciado por abuso de confiança, entre outras coisas, pela tentativa de fazer a Nissan compensar as perdas em seus investimentos pessoais durante a crise financeira de 2008.