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Suécia Armas Relatório Brasil Militar

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Relatório sueco aponta aumento de despesas militares no Brasil, apesar de economia frágil

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Fuzileiros dos EUA e o navio da Marinha dos EUA "USS Wasp" com jatos de caça relâmpago F-35 no convés durante exercício militar anual conjunto EUA-Filipinas em 11 de Abril de 2019 TED ALJIBE / AFP

As despesas militares atingiram em 2018 seu nível mais alto no mundo desde 1988, de acordo com um relatório divulgado hoje pelo Instituto Internacional de Pesquisa pela Paz de Estocolmo (SIPRI). O Brasil é citado no documento: o país registrou a segunda alta nas compras de armamentos depois de vários anos.


Em todo o mundo, foram gastos US$ 1.820 trilhão em armamentos em 2018, uma alta de 2,6% em relação à 2017. Na América do Sul, as despesas militares aumentaram cerca de 3,1%, impulsionados pelo Brasil, que comprou 5,1% mais armas em 2018 em relação a 2017, apesar de ter perdido uma posição no ranking, passando de 11° para 12° em relação ao ano anterior. Isso representa US$ 27,8 bilhões (cerca de R$109,2 bilhões), 17% a mais em relação ao ano passado.

Os gastos brasileiros equivalem a 50% de toda a região. “As despesas militares no Brasil cresceram apesar da desaceleração econômica e as restrições dos gastos públicos”, aponta o relatório.

Segundo o documento, a alta global do ano passado está relacionada à corrida armamentista entre EUA e China, que investiram mais em defesa. O governo americano investiu US$ 649 bilhões no ano passado no setor (cerca de R$ 2,5 trilhões) em armas, o que representa 4,6% a mais em relação ao ano passado, o equivalente a 36% do total despesas militares mundiais.

A China chega em segunda posição, como em 2018. As despesas militares do país registraram uma alta pelo 24° ano consecutivo, e progrediram 5% no ano passado, o equivalente a US$ 250 bilhões (cerca de R$ 1 trilhão). “Em 2018, os Estados Unidos e a China representaram, juntos, a metade das despesas militares mundiais”, disse Nan Tian, pesquisador do Instituto sueco.

Arábia Saudita é o terceiro país que mais gasta com armas

No topo da lista também estão a Arábia Saudita, a Índia, a França, a Rússia, o Reino Unido, a Alemanha e a Coreia do sul. Os sauditas dirigiram uma coalizão formada pelo Bahrein, Egito, Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Kuwait, Marrocos, Qatar e Sudão para lutar contra as milícias houthis no Iemên, no ano passado. O Reino Unido e a França gastaram respectivamente, 1,8% e 2,3% do PIB em despesas militares no ano passado.