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Faixa de Gaza Bombardeio Israel

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Premiê de Israel ordena "operações massivas" na Faixa de Gaza

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Crianças palestinas nas ruínas de uma mesquita de Gaza bombardeada neste domingo (5) por Israel. REUTERS/Mohammed Salem

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ordenou neste domingo (5) a continuação dos intensos ataques na Faixa de Gaza, contra posições dos grupos armados Jihad Islâmica e Hamas, que controla a região. O premiê também pediu o reforço de tanques, artilharia e tropas na fronteira de Israel com o enclave palestino.


"Pedi nesta manhã às forças de defesa israelenses que continuem com suas operações massivas contra os terroristas na Faixa de Gaza e também pedi o envio de reforço de tanques, artilharia e soldados à região", informa Netanyahu em comunicado.

Os ataques entre isralenses e palestinos não têm trégua há dois dias. Cerca de 430 foguetes foram atirados desde sábado (4) da Faixa de Gaza contra o território de Israel, que responde com bombardeios e tiros de tanques direcionados contra o enclave.

Um israelense e quatro palestinos morreram nos ataques deste fim de semana, entre eles, uma mulher grávida e sua filha de um ano. Israel, no entanto, contesta a informação, alegando ser propaganda "de terroristas".

Escalada de violência

O episódio é considerado como um dos mais violentos na Faixa de Gaza dos últimos anos. As agressões tiveram início na sexta-feira (3), quando, segundo Israel, um membro da Jihad Islâmica feriu dois militares israelenses no enclave palestino. Israel respondeu com bombardeios, matando dois integrantes do Hamas. Dois outros palestinos que protestavam na fronteira de Gaza com Israel foram mortos a tiros pelas forças israelenses.

A ONU e o Egito - que realiza a mediação de diálogos entre Israel e o Hamas - foram contatatos para tentar estabelecer uma nova trégua. O objetivo é retomar a calma na região antes do Ramadã - a festa nacional dos muçulmanos que se inicia na segunda-feira (6) - e o Dia da Independência em Israel, celebrado nos dias 8 e 9 de maio.

A comunidade internacional denuncia a escalada de violência. O governo francês lembra "o direito dos israelenses e palestinos de viverem na paz, com dignidade e segurança". Já a ONU pede urgentemente o fim dos ataques. "Esse ciclo de violências tem que terminar e é preciso redobrar os esforços para que uma solução política seja encontrada", afirmou Nickolay Mladenov, emissário das Nações Unidas para o Oriente Médio.