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Tensão no Golfo: EUA ordenam que funcionários deixem embaixada em Bagdá

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Base norte-americana em Bagdá, no Iraque. Wikipedia

O departamento de Estado norte-americano ordenou nesta quarta-feira (15) a saída de todos os funcionários considerados não essenciais da embaixada em Bagdá e do consulado em Erbil, em um momento de tensão crescente entre Estados Unidos e o Irã, vizinho do Iraque. Apenas os serviços de urgência continuarão funcionando.


A decisão foi tomada há uma semana, após uma visita surpresa do secretário de Estado Mike Pompeo a Bagdá. Ela foi motivada por informações fornecidas pela Inteligência dos Estados Unidos de que as milícias xiitas pró-iranianas têm implantado lançadores de foguetes nas proximidades de bases norte-americanas no Iraque, segundo fontes próximas aos serviços de segurança iraquianos.

"A mensagem dos norte-americanos era clara, eles queriam garantir que o Iraque impedisse que esses grupos ameaçassem os interesses do país", disse um alto funcionário do Exército iraquiano sobre a viagem de Pompeo.

EUA aumentam pressão

O governo norte-americano aumentou a pressão sobre o Irã nos últimos dias: Washington acusou Teerã de planejar ataques "iminentes" na região e reforçou a sua presença militar no Golfo.

Por sua vez, o Exército alemão e o holandês anunciaram também nesta quarta-feira a suspensão até nova ordem de suas operações de treinamento militar de iraquianos, devido ao risco provocado pelas recentes tensões com o Irã na região.

O porta-voz dos alemães falou de "uma maior vigilância" de seus militares no país, sem descartar a retomada dos exercícios de treinamento "nos próximos dias", se a situação permitir. A decisão foi tomada pelo exército alemão junto com outros países que treinam militares na região, acrescentou ele. Os alemães contam atualmente com 160 soldados no Iraque, onde treinam soldados, e também no Curdistão iraquiano.

A Holanda afirmou que deseja limitar as “ameaças” aos cerca de 50 instrutores militares que mantém na região.

Guerra de nervos

Os Estados Unidos e seus aliados também suspeitam que o Irã esteja por trás dos atos de "sabotagem" que visaram no fim de semana os últimos quatro navios nos Emirados Árabes Unidos, mas também do ataque de drones nesta terça-feira (14), liderado pelo movimento xiita iemenita Houthi contra as instalações petrolíferas na Arábia Saudita.

Após estes dois incidentes, o Comando Central do Exército dos EUA anunciou na terça-feira à noite que seus 5.200 soldados no Iraque haviam sido alertados para "possíveis ameaças iminentes".