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Sri Lanka Ataques Atentado Camicase Terrorismo Interpol

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Interpol anuncia prisão de um dos principais suspeitos dos atentados no Sri Lanka

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Segurança do Sri Lanka guarda a frente do Santuário de Santo Antônio, um dos alvos dos ataques no Domingo de Páscoa em Colombo, Sri Lanka, em 29 de abril de 2019. REUTERS/Danish Siddiqui

A organização internacional de cooperação policial Interpol anunciou nesta sexta-feira (14) a prisão e a extradição de um dos supostos mentores ​​dos sangrentos atentados de 21 de abril no Sri Lanka.


Ahamed Milhan Hayathu Mohamed, cidadão do Sri Lanka, 29, foi preso junto com outros quatro suspeitos em um país do Oriente Médio, após a divulgação pela Interpol de um "alerta vermelho", segundo um comunicado oficial.

Segundo fontes policiais em Colombo, os cinco homens foram presos em Jeddah, na Arábia Saudita. Eles apresentaram Milhan como "um alto funcionário" da National Thowheeth Jama'ath (NTJ), a organização jihadista suspeita de estar por trás dos ataques. Os atentados, perpetrados em oito locais diferentes, causaram 258 mortes e deixaram quase 500 feridos.

Os terroristas se explodiram em hotéis de luxo e igrejas cristãs em plena celebração da Missa da Páscoa. O grupo Estado Islâmico (EI) reivindicou a responsabilidade pelos ataques, levada a cabo pelos islamistas do Sri Lanka.

"A prisão e a extradição de um dos principais suspeitos dos atentados a bomba no Sri Lanka é um passo importante na investigação", disse o secretário-geral da Interpol, Jürgen Stock, citado na declaração.

Trabalho de equipe

Imediatamente após os ataques, a Interpol, sediada em Lyon, implantou uma equipe dedicada para ajudar as autoridades do Sri Lanka, que permaneceu no local até 22 de maio. A equipe inclui especialistas em contraterrorismo, explosivos e identificação de vítimas.

O conhecimento acumulado no grupo tornou também possível comparar em tempo real os dados recolhidos no local com as informações contidas nas bases de dados da Interpol.

No mês passado, as autoridades do Sri Lanka anunciaram a prisão de outros dois suspeitos no Catar e na Arábia Saudita.