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ONU Mudanças Climáticas Onda de calor

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ONU diz que 2019 poderá ser um dos anos mais quentes da história

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Uma árvore solitária em meio a seca registrada na Austrália em 2018, vista do céu. REUTERS/David Gray/File Photo

De janeiro a maio, 2019 já entrou no pódio como o terceiro ano mais quente já registrado. O período 2015-2019 está prestes a bater todos os recordes de calor, desde os primeiros registros científicos iniciados no fim do século XIX. A informação é da Organização Meteorológica Mundial (OMM), divulgada nesta sexta-feira (28).


“Estamos apenas no fim de junho, e parece que a Terra está prestes a conhecer os cinco anos mais quentes jamais registrados, de 2015 a 2019”, declarou Clare Nullis, porta-voz da OMM, organismo da ONU, durante uma coletiva de imprensa em Genebra, na Suíça.

De janeiro a maio, 2019 chega, por enquanto, na terceira posição. O ano de 2016, marcado pelo fenômeno do El Niño no oceano Pacífico, foi o ano em que tivemos as temperaturas mais elevadas.

Ondas de calor "mais intensas e extremas"

Ainda é cedo para atribuir com certeza absoluta à mudança climática a origem desta onda de calor que atinge a Europa neste momento, mas ela “corresponde perfeitamente” aos fenômenos extremos ligados ao impacto das emissões de gases de efeito estufa, completou a OMM.

“As ondas de calor vão se tornar mais intensas, longas e extremas. Começarão mais cedo e terminarão mais tarde”, ressaltou Clare Nullis. Na França, quatro regiões estão sob alerta, uma situação inédita no país. 

45ºC na França

A França bateu nesta sexta-feira o recorde de calor absoluto, com 45°C em Villevielle, no Sul do país. Poucas horas antes, a cidade de Carpentras, também no Sul, registrou 44,3 graus, quebrando o recorde nacional de agosto de 2003, ano em que 15.000 pessoas morreram em todo o país devido a uma onda de calor particularmente intensa, que durou quase duas semanas.

Com informações da AFP.