rfi

Ouvindo
  • RFI Brasil
  • Último jornal
  • RFI em francês
Linha Direta
rss itunes

Mais de 1,4 milhão de refugiados vão precisar de reassentamento até 2020, diz agência da ONU

O alto-comissário da ONU para Refugiados, Filippo Grandi, mostrou muita preocupação com os números “recordes de pessoas que precisam de segurança por conta de guerras, conflitos e perseguição e a falta de soluções políticas para essas situações”.

Vinícius Assis, correspondente da RFI em Joanesburgo

As necessidades de reassentamento em 2020 devem aumentar 1% em relação a 2019 em todo o planeta. O reassentamento é feito quando o refugiado é transferido para um terceiro país, que aceita recebê-lo e garantir a permanência dele em seu território.

No total, mais de 1,4 milhão de refugiados precisarão de reassentamento em 60 países, pela estimativa da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) no relatório Necessidades Globais de Reassentamento Projetadas para 2020. “Precisamos urgentemente que países se apresentem e reassentem mais refugiados”, afirmou o alto-comissário da ONU para o assunto.

Entre os que mais precisarão de realocação no ano que vem estão cidadãos da Síria (40%), Sudão do Sul (14%) e República Democrática do Congo (11%). Chama atenção no relatório o aumento dos deslocamentos na África e no continente americano, onde as demandas por reassentamento devem aumentar em 6% e 22%, respectivamente.

As maiores demandas são em países do leste e nordeste da África, com 450 mil pessoas precisando de realocação. Os números divulgados pela ACNUR refletem a insegurança no Sudão do Sul e também de situações prolongadas de deslocamento, incluindo refugiados na República Democrática do Congo, República Centro-Africana, Eritreia, Somália e Sudão.

A Turquia acolhe 3,7 milhões de estrangeiros que se viram forçados a deixar seus países de origem. E o fato de ter hoje 420 mil refugiados precisando de transferência faz desta nação o segundo maior polo com necessidade de reassentamento. Em seguida vêm as regiões do Oriente Médio e Norte da África, com 250 mil pessoas que precisam ser realocados, e a área que envolve a África Central e os Grandes Lagos Africanos. Lá são quase 165 mil necessitados.

Proteção para refugiados LGBT

Fillippo Grandi defendeu, durante consultas com os Estados-membros em Genebra, uma divisão mais igualitária da responsabilidade para as crises globais. Destacou que a maioria (84%) dos refugiados do mundo é acolhida em regiões em desenvolvimento, que enfrentam seus próprios desafios econômicos e de desenvolvimento e cujas populações podem viver abaixo da linha da pobreza.

A ACNUR considera o reassentamento uma ferramenta vital para garantir a proteção de pessoas que estão em risco ou que possuem necessidades específicas que não podem ser atendidas no país onde buscaram proteção inicialmente.

Por isso, a agência da ONU e instituições parceiras esperam conseguir ajudar, até 2028, cerca de 3 milhões de refugiados com uma estratégia apresentada para incentivar o reassentamento. A ideia também é apoiar meios legais de garantir a entrada de refugiados em um país, buscando oportunidades de trabalho e estudo e evitando a separação da família.

Desses 3 milhões, 1 milhão será reassentado em 50 países e 2 milhões devem utilizar soluções alternativas. Especialistas da ONU ainda pedem maior proteção a refugiados LGBTI, para quem o trauma e a perseguição começam antes da fuga para se proteger. Atualmente, 37 Estados concedem refúgio com base em perseguições ligadas à orientação sexual ou identidade de gênero.

Em 69 países ao redor do mundo manter relação sexual com pessoas do mesmo sexo é crime hoje em dia. Sendo que 32 deles estão na África. Normalmente são países com leis muito antigas, criadas quando eram colônias. Este ano dois países revogaram este tipo de lei na África: Angola e Botsuana.

Linha Direta: A cidade de Veneza tem nova maré alta; Pisa e Florença estão em alerta

Cubanos celebram 500 anos de Havana com eventos culturais e festas pelas ruas

Proposta de eutanásia para quem "está cansado de viver" cria polêmica na Bélgica

Transporte público, bicicleta, cafezinho do próprio bolso: conheça a filosofia finlandesa de respeito ao dinheiro público

Bolívia tenta sair do vácuo de poder e evitar cenário de guerra civil

Sob embalo de vitória de Lula, esquerda latino-americana se reúne em Buenos Aires

Deputados árabes de Israel fazem greve de fome contra violência e inação da polícia

Congresso americano começa a votar trâmite de impeachment do presidente Donald Trump

Ventos semelhantes a furacão colocam Califórnia em alerta máximo contra incêndios

Número de refugiados e migrantes venezuelanos no mundo vai superar em breve o de sírios

Uma pedra no sapato de Bolsonaro: o peronismo volta ao poder na Argentina

Argentina: peronista Alberto Fernández pode vencer eleições presidenciais no 1° turno

Espanha exuma restos mortais de Franco, enterrado ao lado de vítimas da guerra civil

Realizando protestos diários, Catalunha monopoliza debate político antes de eleições legislativas

Evo Morales enfrentará inédito segundo turno na Bolívia e perde controle no Congresso