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Alemanha, França e Reino Unido tentam acalmar tensão entre Irã e EUA

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A primeira-ministra britânica, Theresa May (esquerda), o presidente francês, Emmanuel Macron, e a chanceler alemã, Angela Merkel, em foto de 8 de junho de 2018, no Canadá. GEOFF ROBINS / AFP

Os governos da Alemanha, França e Reino Unido fizeram um apelo conjunto pelo "fim da escalada de tensões e a retomada do diálogo" devido à questão nuclear iraniana. O pedido foi realizado através de um comunicado divulgado neste domingo (14).


"Acreditamos que chegou a hora de agir com responsabilidade (...), os riscos são tão importantes que é necessário que as partes parem e reflitam sobre as possíveis consequências de suas ações", apontam os três países, signatários do acordo nuclear com o Irã, firmado em 2015 pelas grandes potências, em Viena.

O documento destaca que continuidade do compromisso "depende do respeito total do Irã por suas obrigações". Mas, segundo Alemanha, França e Reino Unido, "sinais de boa vontade de todos os lados" são urgentemente necessários.

A declaração reitera que Berlim, Paris e Londres estão "profundamente preocupados pelos ataques na região do Golfo" e pela "deterioração da situação da segurança na região".

Urânio enriquecido a um nível proibido

Um ano após a retirada unilateral dos Estados Unidos do acordo de 2015, o Irã anunciou no último mês de maio que elevaria suas reservas de água pesada e urânio enriquecido acima dos limites estabelecidos. Na última segunda-feira (8), Teerã confirmou que estava produzindo urânio enriquecido a 4,5%, um nível proibido pelo acordo de Viena.

Em resposta, o presidente americano, Donald Trump, impôs novas sanções de seu país a vários setores econômicos iranianos, desatando assim uma série de reações por parte de Teerã.

Embora o governo iraniano negue sua intenção de fabricar uma bomba atômica, a preocupação aumenta na comunidade internacional, que teme que a troca de ameaças entre o Irã e os Estados Unidos possa terminar em um conflito na região do Golfo. Com exceção da China, todos os signatários do acordo de Viena já pediram que Teerã recuasse.