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Noruega Ataques Mesquita

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Noruega: Justiça determina prisão provisória para autor de atentado contra mesquita

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Polícia e ambulâncias chegam a mesquita perto de Oslo depois de tiroteio neste sábado NTB Scanpix/Terje Pedersen via REUTERS

Philip Manshaus, 21 anos, compareceu ao tribunal de Oslo nesta segunda-feira (12), onde participou de uma audiência a portas fechadas.


O autor do ataque contra o centro islâmico Al Noor, que aconteceu sábado (11) em uma mesquita em Baerum, nos arredores da capital norueguesa, deve ser em breve formalmente acusado de homicídio e tentativa de homicídio por atos terroristas, segundo um comunicado divulgado pela polícia.

Manshaus também é suspeito de ter matado sua meia-irmã, cujo corpo foi encontrado horas depois do atentado. Ele nega as acusações, mas os investigadores afirmam ter um vídeo realizado com uma câmera “Gopro”, acoplada no capacete do jovem norueguês, de tendência “xenófoba e de extrema-direita”, segundo os investigadores. O ataque deixou um ferido, um homem de 65 anos que tentou conter o suspeito.

No fim da audiência, o juiz determinou a detenção provisória de Manshaus por quatro semanas. As duas primeiras ele passará em isolamento total. Segundo seu advogado, Unni Fries, o autor do ataque “exerce seu direito de não dar maiores explicações”. Ele não ainda foi oficialmente indiciado. Na audiência de hoje, o norueguês parecia calmo. Ele chegou sorridente e vestido de preto, segundo a imprensa local.

Tensão racial

O tiroteio acontece em um contexto de aumento dos ataques realizados por supremacistas brancos, como os episódios recentes registrados nos Estados Unidos e na Nova Zelândia, no início do ano. Na localidade neozelandesa de Christchurch, 51 muçulmanos foram mortos em ataques a duas mesquitas em março passado.

O autor do massacre de Christchurch escreveu um manifesto de ódio, no qual explicou ser influenciado por ideólogos de extrema-direita, como o assassino neonazista norueguês Anders Breivik. Em 22 de julho de 2011, Breivik matou 77 pessoas, explodindo uma bomba na sede do governo em Oslo. Na sequência, abriu fogo em uma reunião de jovens trabalhistas na ilha de Utoya. Ele acusou suas vítimas de promoverem o multiculturalismo no país.