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Violência diminui em protestos em Hong Kong, mas movimento mantém reivindicações

Por RFI

Três noites de protestos marcam o décimo primeiro final de semana consecutivo de mobilização civil em Hong Kong. Manifestantes saíram às ruas em massa, mas o padrão de escalada de violência foi quebrado com polícia mais contida e jovens voltando para casa mais cedo. Mesmo assim, a crise política no território chinês parece distante de uma resolução.

Luiza Duarte, correspondente da RFI em Hong Kong

No domingo (18), a principal avenida que corta a ilha de Hong Kong se transformou em um mar de guarda-chuvas. Centenas de milhares de manifestantes desafiaram a chuva e a proibição policial em mais um final de semana de protestos no território chinês.

Cerca de 1,7 milhão de pessoas saíram às ruas, segundo a estimativa dos organizadores. De acordo com os dados da polícia, esse número foi muito menor. De toda forma, é possível dizer que essa foi a maior mobilização do mês de agosto, até o momento. A crise no território chinês parece distante de uma resolução.

Os protestos desse final de semana quebraram o ciclo de escalada de violência. Depois de horas de mobilização pacífica durante o dia, os enfrentamentos entre policiais e manifestantes durante à noite haviam se tornado rotina. As imagens da violência rodaram o mundo e provocaram a fúria de boa parte dos habitantes de Hong Kong, que pedem a abertura de uma investigação independente sobre abuso policial.

No entanto, nos últimos três dias não houve confrontos físicos e o grande protesto de domingo terminou sem que uma granada de gás lacrimogêneo fosse disparada. É uma nova estratégia adotada pelas autoridades. O porta-voz do governo local nessa segunda-feira (19) mudou o tom e, em vez de “condenar” as manifestações que aconteceram sem autorização policial, ressaltou que as marchas foram pacíficas.

O movimento que começou para expressar oposição a lei de extradição diversificou as pautas pela defesa do status de autonomia de Hong Kong. Nas últimas semanas, cresceu a indignação contra a ação da polícia. Chan, 35 anos, afirma que só o governo tem o controle sobre o que vai acontecer com o futuro de Hong Kong. “O povo de Hong Kong realmente quer liberdade. Quer que o governo pare com a violência. O que eu espero é o que todo mundo em Hong Kong espera, que o governo nos escute para aceitar nossas demandas e parar com toda a violência”.

Won, 60 anos, acredita que a comunidade internacional precisa se mobilizar em busca de uma solução para a crise política em Hong Kong. “Eu quero perguntar para o mundo se é razoável que em 2047 uma Hong Kong livre seja entregue para o domínio de um país comunista. Eu não acho que isso é justo. Se o mundo deixar isso acontecer, não é um ato civilizado. O mundo pode permitir isso? Eu não sei qual é a saída.”

Rappers chineses criticam manifestantes

O grupo de rap chinês CD Rev lançou uma música para criticar os manifestações, que, segundo a banda, são resultado de um complô dos acidentais destinado a impor, à força, a democracia no território autônomo. A canção, divulgada na internet pela imprensa ligada ao regime comunista, vem acompanhada de um clipe que mostra as violências durante os protestos na ex-colônia britânica.

O vídeo denuncia a "hipocrisia americana" e mostra o presidente americano, Donald Trump, lembrando que Hong Kong faz parte da China. Outro clipe, transmitido pela TV pública CCTV, alerta para o risco de Hong Kong se transformar em um "paraíso da violência." Esta não é a primeira vez que o poder chinês usa o rap para enviar mensagens políticas à parcela mais jovem da população.

 

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