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Mercado de aplicativos de meditação não para de crescer

Por Silvano Mendes

A revista francesa Le Point desta semana traz um longo perfil do britânico Andy Puddicombe. Criador do aplicativo de medição Headspace, o ex-monge budista é um dos exemplos de sucesso em um mercado em plena expansão, impulsionado pelo stress contemporâneo.

Desde de que foi criado em 2010, o Headspace já foi baixado por mais de 54 milhões de pessoas em 190 países, contabiliza a reportagem. Um dos segredos dos sucesso é o fato de propor sessões curtas, que podem ser realizadas em qualquer lugar, e prometem acalmar rapidamente a ansiedade.

Em pouco tempo, o lado prático do aplicativo conquistou aqueles que buscavam a serenidade sem “perder” tempo, conta a revista. Empresas como a companhia aérea Virgin Atlantic instalaram o aplicativo em seus voos e até celebridades como Emma Watson, Bill Gates e Gwyneth Paltrow aderiram, ajudando na publicidade sobre o método.

Mas há quem conteste a ironia de se usar o telefone celular, fonte de stress contemporâneo, como uma ferramenta para encontrar um equilíbrio pessoal, pondera o texto. Além disso, os puristas acusam iniciativas como a de Puddicombe de terem abandonado a noção de compaixão, elemento essencial da tradição tibetana, que está na origem de seu método.

No entanto, isso não parece incomodar o empresário, que inventa serviços tão variados quanto os obstáculos dos tempos modernos. Se há programas para enfrentar processos difíceis como o luto, também é possível fazer uma meditação especialmente concebida para controlar o medo de avião ou para se acalmar na hora de fazer a declaração de imposto de renda, com versões em francês, alemão e, em breve, em espanhol.

Número de pessoas que meditam triplicou

Mas esse êxito do britânico não se deve apenas ao estilo do ex-monge budista, que conquistou o público com sua voz suave. De acordo com a revista, esse sucesso é fruto de uma moda da meditação que estaria tomando conta do mundo. Inspirados pela história de Headspace, mais de 2 mil aplicativos similares foram lançados. Aqui na França, o equivalente se chama Petit Bambou (bambuzinho), um dispositivo que conta com 3,5 milhões de usuários, faz publicidades nas paredes estações do metrô parisiense e já é disponível em quatro idiomas.

Segundo uma pesquisa datando de 2017, 14% dos americanos meditam diariamente, um número três vezes maior que em 2012. E por traz dessa moda há um verdadeiro negócio. O faturamento do setor já é estimado em US$ 1,2 bilhões nos Estados Unidos e há quem aposte que esse montante deve dobrar nos próximos três anos, afirma a revista francesa Le Point.

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