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Às vésperas das eleições legislativas, Netanyahu legaliza assentamento na Cisjordânia ocupada

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O primeiro-ministro israelense Benyamin Netanyahu depois do último Conselho de Ministros antes das eleições legislativas REUTERS/Amir Cohen

O governo israelense autorizou, neste domingo (15), a legalização de um assentamento na Cisjordânia ocupada, a apenas dois dias das eleições legislativas, que vão opor o partido Likud, do premiê Benjamin Netanyahu, e o Kahol Lavan, do ex-chefe das forças armadas, Benny Gantz.


A colônia Mevoot Yericho é situada perto da Jericó, a principal cidade palestina do vale do Jordão, perto do mar Morto. O local é considerado estratégico para a produção agrícola local. “É um dia importante para os habitantes da Judeia e da Samaria (nomes bíblicos das Cisjordânia ocupada”, reagiu Hananel Dorani, chefe do Conselho de Yesha, associação dos colonos israelenses nos territórios ocupados. “Esperamos que esse seja o início da soberania israelense sobre o conjunto da Cisjordânia”, disse.

O anúncio acontece pouco antes dos últimos comícios em Tel Aviv organizados pelo Likud e o Kahol Lavan, que estão empatados de acordo com as pesquisas de boca de urna. O premiê prometeu na semana passada anexar o conjunto de assentamentos judaicos do vale do Jordão, que representam 30% da Cisjordânia ocupada, se ele ganhasse as eleições.

A declaração foi criticada pelos responsáveis palestinos e por uma parte da classe política israelense, favorável à anexação, mas que julgam a polêmica oportunista em tempos de eleições. A colonização da Cisjordânia ocupada e do leste de Jerusalém acelerou nos últimos anos com Netanyahu e a chegada do presidente americano Donald Trump ao poder nos EUA. Atualmente, mais de 600 mil israelenses convivem, em conflito permanente, com cerca de três milhões de palestinos na Cisjordânia ocupada.

Trump apoia reeleição de Netanyahu

No sábado (14) à noite, Trump manifestou seu apoio à campanha de reeleição do premiê israelense, revelando os bastidores de um possível tratado de defesa comum entre Israel e os Estados Unidos. Até agora, o presidente não comentou publicamente a promessa de Netanyahu de anexar outra parte da Cisjordânia.