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“Futuro pertence aos patriotas, não aos globalistas”, diz Trump em discurso na ONU

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Donald Trump durante discurso na Assembleia Geral da ONU, em Nova York. REUTERS/Lucas Jackson

Em discurso na 74ª Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira (24), o presidente norte-americano, Donald Trump, voltou a atacar a ordem global e defendeu os “patriotas”. O chefe da Casa Branca disse acompanhar de perto da situação da Venezuela, se recusou a retirar as sanções impostas por Washington contra o Irã e criticou a política comercial da China, qualificada de “agressiva”.


"O futuro não pertence aos globalistas. O futuro pertence aos patriotas", afirmou Trump na tribuna das Nações Unidas. "O futuro pertence à soberania e às nações independentes que protegem seus cidadãos, respeitam seus vizinhos e honram as diferenças que tornam cada país especial e único", completou.

O líder norte-americano lançou comentários sobre todos os países com os quais mantém relações delicadas atualmente, começando pelo Irã, que enfrenta sanções impostas por Washington desde que Trump decidiu abandonar, unilateralmente, o acordo nuclear firmado com a comunidade internacional em 2015. “Nenhum governo responsável deveria financiar a sede de sangue do Irã. Enquanto o comportamento ameaçador do Irã continuará, as sanções não serão retiradas. Elas serão reforçadas”, martelou o chefe de Estado.

Em resposta, logo em seguida, o presidente iraniano Hassan Rohani disse que estaria disposto a discutir possíveis modificações no acordo nuclear caso Washington retire as medidas restritivas.

Washington ainda espera acordo com a China

Trump também falou sobre a relação de Washington com Pequim, afirmando que ainda espera a conclusão de um acordo comercial entre China e Estados Unidos que seja rentável para ambos os países. No entanto, o presidente insistiu na necessidade de uma reforma drástica da Organização Mundial do Comércio (OMC) diante do que qualificou de comportamento “agressivo” de Pequim.

Trump acusou a China de ter adotado “um modelo econômico baseado em barreiras comerciais em massa, ajuda importante do Estado, manipulação de divisas (...) transferência de tecnologia forçada, roubo de propriedade intelectual e segredos comerciais em grande escala”.

“Maduro é uma marionete cubana”

Trump também abordou a questão do fluxo migratório em suas fronteiras, elogiando os esforços do México, antes de dizer que segue com atenção o contexto venezuelano. "Estamos acompanhando a situação na Venezuela muito de perto", afirmou , acrescentando que "esperamos o dia em que a democracia será totalmente restaurada no país, quando a Venezuela será livre e quando a liberdade prevalecerá em todo hemisfério".

"Os Estados Unidos têm uma vasta ajuda humanitária a ser entregue", apontou o chefe da Casa Branca, antes de mencionou os mais de 50 países que, junto com os Estados Unidos, reconhecem o líder opositor venezuelano Juan Guaidó como presidente interino em detrimento de Nicolás Maduro.

Para o líder norte-americano, Maduro é "uma marionete cubana, protegido por seguranças cubanos". "A Venezuela nos lembra que o socialismo e o comunismo não tratam de justiça, não versam sobre igualdade, nem sobre a ajuda aos pobres (...) O socialismo e o comunismo tratam de uma única coisa: do poder da classe dirigente", completou.

Segundo ele, no último século, socialismo e comunismo causaram, juntos, a morte de 100 milhões de pessoas. "E na Venezuela vemos que este saldo de mortes continua", completou.

(Com informações da AFP)