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5º dia de protestos tem confronto entre carcereiros e polícia na França

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A greve dos carcereiros continua na França. Em frente à prisão de Nanterre, manifestantes ergueram barricadas na noite de quinta-feira (18). Philippe LOPEZ / AFP

Na França, no quinto dia consecutivo de protestos nacionais dos agentes penitenciários, confrontos entre manifestantes e policiais ocorreram diante da prisão de Fleury-Mérogis, a maior da Europa, situada nos arredores de Paris. Cerca de 150 agentes bloquearam a entrada do local e as forças de ordem utilizaram bombas de gás lacrimogêneo para dispersá-los.


É nesta prisão que está detido, em segurança máxima, o único terrorista sobrevivente dos atentados de 13 de novembro em Paris, Salah Abdeslam. Os manifestantes, que bloqueiam dezenas de penitenciárias do país, reclamam da superlotação e exigem melhores condições de segurança no trabalho. Representantes do governo e sindicatos realizaram uma primeira reunião na quinta-feira (18), mas não chegaram a um acordo. As negociações recomeçaram nesta sexta-feira.

“O movimento continua mais do que nunca porque não tivemos uma resposta do governo. Continuaremos a mobilização até que as nossas reivindicações sejam atendidas”, declarou Wilfried Fonck, representante do sindicato Ufap-Unsa.

Os protestos se iniciaram depois que três vigias foram atacados por um preso jihadista, detido em uma prisão em Vendin-le-Viel, no norte da França.

Ameaça de rebelião

Nesta manhã, às 6h (3h em Brasília), cerca de 60 agentes penitenciários bloquearam a entrada da prisão de Fleury-Mérogis com uma barreira de pneus incendiados, e receberam o apoio de dezenas de outros funcionários que chegavam para o trabalho. Militantes do sindicato SNP-FO de outros estabelecimentos também se deslocaram para reforçar o protesto.

“Houve jatos de gás lacrimogêneo e confronto com a tropa de choque. Foi bem tenso e violento. A polícia interveio muito rapidamente”, relatou o sindicalista Thibault Capelle, à agência Reuters. "Foi uma cena de guerrilha", contou o sindicalista da CGT Koubi Ambroise, à FranceInfo. O bloqueio foi encerrado por volta das 8h30 (5h30 em Brasília).

Fonck explicou que a polícia dispersou a manifestação com rapidez para evitar novas tensões como as registradas na véspera, quando 123 presos se recusaram a voltar para as suas celas, durante várias horas. A secretaria de administração penitenciária informou que cerca de 40% dos 188 estabelecimentos franceses participam do movimento nacional.

O nervosismo também aumentou em Nice, onde um motorista avançou com seu carro primeiro sobre os policiais e depois sobre os manifestantes, nesta manhã, nas proximidades da penitenciária da cidade. Um agente penitenciário ficou ferido e foi levado ao hospital, segundo a emissora La France Bleu Azur. Os manifestantes indicaram não conhecer o motorista e disseram que a pessoa informou estar apressada para chegar ao trabalho.

Com informações Reuters et AFP