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Aparência física é motivo de discriminação para 30% de desempregadas

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Um estudo da OIT revela que a a aparência física é considerada um fator de discriminação na busca por um emprego. pixabay

Um estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre discriminação no mercado de trabalho publicado nesta segunda-feira (15) chamou a atenção do jornal Les Echos. A pesquisa revela que a aparência física é considerada um fator importante de discriminação na busca por um emprego, principalmente para as mulheres.


Há 15 anos é ilegal usar o critério de aparência física na hora de contratar trabalhadores, lembra o diário francês. No entanto, apesar de poucos casos serem denunciados à justiça, ainda é um problema muito recorrente, de acordo com a pesquisa realizada pela OIT e pela instituição pública independente Defensoria dos Direitos.

Pelo menos 8% dos entrevistados disseram ter sido discriminados na hora de uma entrevista de trabalho por causa da aparência física.

Segundo Les Echos, não existem grandes diferenças de percepção dessa discriminação por idade ou classe social, mas as mulheres se consideram mais atingidas. Cerca de 10% das desempregadas ouvidas se sentiram discriminadas na hora de uma entrevista de trabalho por causa de sua aparência contra 6% dos homens desempregados.

A situação é mais grave quando a aparência diz respeito ao excesso de peso. De acordo com o estudo, 33% dos desempregados disseram ter respondido a perguntas relacionados ao corpo. As mulheres são mais sensíveis a esse tipo de problema. Cerca de 30% delas se sentiram discriminadas pelo excesso de peso enquanto 13% dos homens reclamaram do mesmo problema.

A pesquisa indica que o número de mulheres obesas se referindo à discriminação relacionada à aparência física é oito vezes maior do que as mulheres com índice de massa corporal (IMC) considerada “normal”. Em relação aos homens, o número de obesos é três vezes maior a reclamar do mesmo problema comparado com os que têm o IMC de acordo com os padrões, escreve Les Echos