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Fundador do Paypal investe milhões na ciência para se tornar “homem imortal”

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Peter Thiel e o sonho do homem imortal Reprodução Les Echos/ Pascal Garnier

O jornal Les Echos desta sexta-feira (30) destaca o sonho do “homem imortal” de Peter Thiel, cofundador da plataforma de pagamentos online PayPal. Ele investiu em diversas companhias tecnológicas que se tornaram gigantes do Vale do Silício. O bilionário está convencido de que os primeiros homens capazes de viver mil anos já nasceram - e espera fazer parte deles.


“’Tudo que vive morre um dia’ talvez seja um fato, mas é uma realidade da natureza que precisa ser combatida”, afirmou Peter Thiel por diversas vezes. O americano, que nasceu na Alemanha mas chegou nos Estados Unidos ainda bebê, faz parte da elite do Vale do Silício. Há anos ele não esconde a vontade de contribuir com cientistas e pesquisadores para prolongar a vida humana.

“Sempre achei estranho considerarmos que a vida só tem sentido por causa da morte. Essa ideia está presente em todos os mitos religiosos, mas eu não concordo”, disse ao Les Echos.

Peter Thiel se tornou bilionário graças a seu faro nos negócios. Em 2002, ele vendeu por US$ 55 milhões a sua participação no Paypal para o Ebay. Dois anos depois, Thiel decidiu emprestar US$ 500 mil a um jovem chamado Mark Zuckerberg, que planejava lançar uma nova rede social, o então desconhecido Facebook. Em 2012, ao vender suas ações, Thiel faturou US$ 400 milhões.

Hoje, após financiar empresas como o Linkedin, Airbnb, Spotify ou ainda a SpaceX, o magnata da tecnologia conseguiu uma fortuna estimada em US$ 2,5 bilhões, o equivalente a R$ 10 bilhões.

Mudar o mundo

Mas Peter Thiel não pensa só no dinheiro. Em 2010, ele declarou que queria “mudar o mundo”. Amante de filosofia, filantropo, ele pretende resolver os grandes desafios enfrentados pela humanidade, relata o jornal francês. Para isso, criou a Thiel Fondation, com a missão de promover a ciência, a tecnologia e reflexões a longo prazo, além de financiar pesquisas sem visar o lucro imediato.

As jovens prodígio Laura Deming, Aubrey de Grey e Cynthia Kenyon, que descobriu em 1993 o gene do envelhecimento, fazem parte do grupo de cientistas que recebem financiamento da fundação de Thiel. Kenyon é a chefe do setor científico da Calico, empresa que trabalha no prolongamento da vida por manipulação genética, ressalta Les Echos.

Enquanto aguarda o sonho se tornar realidade, Thiel, que tem hoje 51 anos, segue um regime sem açúcar, inspirado no homem pré-histórico, e ingere diariamente hormônios de crescimento, afirma a reportagem. Caso os avanços necessários só aconteçam após sua morte, o americano decidiu que será congelado quando falecer.