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Sudão Política Protestos

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Líderes de protestos no Sudão apresentam demandas ao poder militar

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Manifestantes sudaneses próximos ao Ministério da Defesa em Cartum, 13/04/2019 REUTERS/Stringer

Os líderes dos protestos no Sudão apresentaram suas demandas ao novo governo militar, que incluem a formação de um governo civil, durante uma reunião, anunciou neste domingo (14) a Aliança pela Liberdade e a Mudança, que coordena o movimento.


Milhares de manifestantes permanecem concentrados neste domingo diante do quartel-general do exército em Cartum para manter a pressão sobre a junta militar de transição. No sábado (13), o novo homem forte do país, o general Abdel Fatah al Burhan, se comprometeu a "eliminar pela raiz" o regime de Omar al Bashir, presidente destituído na quinta-feira (11) pelo exército.

Uma delegação de 10 representantes dos manifestantes se reuniu no sábado com a junta militar e apresentou suas demandas, anunciou em um comunicado Omar al Digeir, líder da Aliança pela Liberdade e a Mudança, que reúne a Associação dos Profissionais Sudaneses (SPA) e partidos da oposição.

Entre os pedidos está, indicou Digeir, a reestruturação do poderoso Serviço de Inteligência Sudanês (NISS), cujo diretor, Salah Gosh, pediu demissão após a destituição de Al Bashir. "Continuaremos organizando protestos até que nossos pedidos sejam atendidos, incluindo a formação de um governo completamente civil”, declarou Digeir.

Nova promessas

A Aliança pela Liberdade e a Mudança reclama a integração de civis à junta militar de transição. Al Burhan, nomeado na sexta-feira (12) como substituto do general Awad Ibn Ouf, que renunciou depois de passar apenas 24 horas no poder, prometeu uma série de medidas vistas como concessões aos manifestantes.

Ele anunciou o fim do toque de recolher noturno - imposto na quinta-feira -, a libertação de todos os manifestantes detidos nas últimas semanas e se comprometeu a levar a julgamento os responsáveis por mortes durante os protestos.

Outro anúncio feito pela junta militar como demonstração de boa vontade foi a demissão de Salah Gosh, que supervisionou nos últimos quatro meses a repressão às manifestações que provocaram dezenas de mortes desde dezembro.

Com informações da AFP.